M
m Colocado após o
símbolo dos horizontes B e C, indica cimentação pedogenética extraordinária e
irreversível, contínua ou quase contínua, em horizontes que são cimentados em
mais de 90%, embora possa apresentar fendas ou cavidades; exemplo Bm. (Pedologia)
M1, M2, Mn Símbolos
utilizados para designar a primeira, segunda, terceira, ou enésima geração após
o tratamento com agente mutagênico. (Genética)
maar
Cratera rasa de um vulcão embrionário, do qual apenas explodiu a chaminé, sem
contudo ter havido derramamento de lava.
macaco aranha (Atelas paniscus)
Símio que vive em grupos com até 20 indivíduos; tem apenas um filhote por ano
que é completamente dependente da mãe até os 10 meses; em cativeiro, tem um
comportamento indiscreto e agitado como uma criança.
macaco caiarara (Cebus albifrons)
Animal mamífero de muito pequeno, medindo apenas 45 cm; a maioria tem uma cor
escura, quase preta, mas esta espécie apresenta a barba e as mãos claras; na
cabeça possui uma mancha em forma de pêra que vai da testa até a base do nariz.
macaco cuxiu de nariz branco (Chiropotes albinasus)
Animal mamífero aparentado do uacari, com a diferença que tem a
cauda longa; vive em grandes bandos com até 40 animais, sempre em árvores, não
descem para o chão.
macaco da noite (Aotus azarae)
Animal mamífero da família Cebideae, único tipo de macaco noturno
da América; monógamo, vive apenas com a família; come frutas, folhas e insetos.
macaco guariba (Alouatta seniculus)
É o maior macaco do Brasil, podendo atingir até 1,20 m de altura; o bando, com
até oito indivíduos, é guiado pelo macho mais velho chamado capelão; o osso
hióide amplifica sua voz forte e rouca que pode ser ouvida a quilômetros; os
nativos usam esse osso para curar asma e coqueluche.
macaco parauacu (Pithecia monachus)
Animal mamífero da família dos Cebideos, ainda pouco conhecido;
sabe-se apenas que vive em bandos pequenos com até 7 animais e parece ser
monógamo; come frutos maduros, sementes e folhas; é muito arredio e se esconde
rápido quando se sente ameaçado.
macaco sagui Animal
mamífero da família dos Hapalideos, pequenos, entre 50 e
70 cm de altura, e levíssimos, pesam menos de meio; são diurnos, arbícolas e
vivem em grupos com até seis indivíduos e o macho ajuda a cuidar dos filhotes;
emitem grunhidos ou assobios finos que são ouvidos a longa distância.
macaco saki (Pithecia irrorates)
Mamífero do gênero Pithecia encontrado em vários tipos de
floresta; vive em grupos, de dois a oito indíviduos, e raramente se associam a
outros; quando dois grupos se encontram demonstram, claramente, com atitudes e
sons agressivos que não querem aproximação; dentro do grupo, apenas uma fêmea
reproduz gerando um filhote a cada dois ou três anos; se, por acaso, ele
morrer, esse espaço de tempo diminui para um ano.
macaco sauim (Saguinus midas)
Animal mamífero que vive em bandos com cerca de 10 animais; come frutas e
insetos e pesa muito pouco, menos de meio quilo.
macaco sauim imperador (Saguinus imperator) Foi
descoberto no século passado e recebeu este nome quando um empalhador decidiu
enrolar o seu bigode à maneira do imperador alemão Wilhem; vve em pequenos
bandos de 7 a 14 indivíduos; a fêmea tem dois filhotes de cada vez e o macho
solidário, ajuda a criá-los.
macaco sauim-de-coleira (Saguinus bicolor bicolor)
Vive em família e a fêmea tem gêmeos duas vezes por ano; alimenta-se de néctar,
insetos e frutos; só encontrado na região da cidade de Manaus e está ameaçado
de extinção; para proteger a espécie foi criado o Parque Municipal do Mindu.
macaco uacari branco (Cacajao calvus rubicundus)
É pequeno com cerca de 60 cm de altura e pesa entre 3 e 4 kg; vive nas copas
das árvores das matas inundadas, várzeas e igapós e anda de 6 a 7 km por dia,
em bandos com até 50 indivíduos; emite um som parecido com latido; para
procurar alimento o bando se divide; come a polpa das frutas na cheia e
sementes verdes na seca; por ter um corpo tão semelhante ao de uma criança não
é caçado pelo caboclo; a única ameaça é a extração de madeiras, que acaba com
seu habitat; só é encontrado na Amazônia e é o único das Américas que tem o
rabo curto; popularmente chamado de macaco inglês, uma brincadeira com os
estrangeiros que ficam com essa cara por causa do calor intenso da região.
macaco zogue-zogue (Callicebus moloch brunneus)
Animal mamífero que vive na mata de terra firme apenas com a família. É um dos
poucos que dispensa o bando; tem um filhote de cada vez e o macho não só ajuda
a cuidar como carrega o filhote nas costas.
macaco-de-cheiro (Saimiris sciurea)
Animal mamífero que vive em grandes bandos com até 45 animais; come frutos mas
os insetos são o seu prato favorito; é pequeno com cerca de 40 cm de altura e
pesa, no máximo, 1 kg.
maçaranduba (Manilkara huberi)
Árvore da família Sapotaceae, de grande porte, fuste retilíneo, com
diâmetro superior a 70 cm, casca fissurada longitudinalmente, de cor
marrom-avermelhada de 2,0 cm de espessura; madeira muito pesada; cerne
vermelho-escuro; alburno creme-claro, com espessura média de 6,6 cm; grã
direita; textura média; figura pouco destada; cheiro e gosto indistintos.
macega Capinzal impenetrável que cresce bastante
unido, apresentado-se ressequido.
maceração
Procedimento no qual uma substância vegetal é colocada imersa no líquido a ser
usado (água, álcool, eter, vinho ou vinagre), em temperatura ambiente; embora
lenta, a maceração é um método excelente para obter o princípio ativo em toda a
sua integridade.
maceral
Denominação aplicada aos constituintes orgânicos do carvão, reconhecíveis
microscopicamente, sem forma cristalina característica e composição química
constante; originam-se dos restos de diferentes órgãos e tecidos das plantas,
sendo que suas propriedades físicas e químicas mudam à medida que a
carbonificação se processa; os macerais diferem entre si, microscopicamente, em
função de diferentes propriedades tais como reflectância, cor, morfologia,
volume, anisotropia e dureza.
maciço
Termo descritivo que designa áreas montanhosas que já foram, parcialmente,
erodidas; exemplos: maciço armoricano (Bretanha), maciço guiano, maciço
brasileiro etc. (Geografia)
maconha
Variedade de cânhamo, Cannabis sativa var. indica,
que apresenta folhas e flores usadas como narcótico.
macroclimatologia
Estudo voltado aos aspectos do clima de amplas áreas da superfície terrestre e
com os movimentos atmosféricos em larga escala que afetam o clima.
macroelementos Elementos químicos presentes em abundância na
constituição do solo, formando cerca de 99% de seu peso; são eles: O
(oxigênio), Si (silício), Al (alumínio), Fé (ferro), Ca (cálcio), Na (sódio), K
(potássio), Mg (magnésio), Ti (titânio) e P (fósforo); algumas vezes o termo
macroelemento é impropriamente usado como sinônimo de macronutriente.
(Pedologia)
macromaré
Maré que apresenta uma amplitude superior a 4 m.
macronutrientes Elementos nutrientes que são absorvidos
do solo em maior quantidade pelas plantas; são eles: N (nitrogênio), P
(fósforo), K (potássio), Ca) cálcio), Mg (magnéiso) e S (enxofre).
macronutrientes primários Denominação utilizada pela legislação brasileira
sobre fertilizantes para designar os nutrientes N (nitrogênio), P (fósforo) e K
(potássio).
macronutrientes secundários Denominação utilizada pela legislação
brasileira sobre fertilizantes para designar os nutrientes Ca (cálcio), Mg
(magnésio) e S (enxofre).
macroporos Poros do solo com maiores diâmetros e
que, por isso, não são capazes de reter água por capilaridade, sendo
responsáveis pela circulação de gases. (Pedologia)
macroporosidade
Porosidade referente aos poros maiores, aqueles que não são capazes de reter
água por capilaridade; são os poros que se apresentam vazios em uma amostra de
solo que, após ser saturada, é submetida a uma tensão a 60 cm; porosidade não
capilar. (Pedologia)
macrorregião
Região extensa com características naturais gerais mais ou menos homogêneas, em
contraposição à microrregião; exemplo: Região Norte ou Sudeste do Brasil.
(Geografia)
macucu-chiador (Licania oblongifolia)
Árvore de porte médio, fuste retilíneo, diâmetro superior a 70 cm, casca
sulcada avermelhada, com 1,0 cm de espessura; madeira pesada; cerne castanho
escuro; alburno creme; grã direita a oblíqua; textura grossa; cheiro e gosto
indistintos.
macucu-de-paca (Aldina heterophylla)
Árvore da família Leguminosae, de grande porte, fuste
retilíneo cilíndrico, com diâmetro superior a 70 cm, casca esbranquiçada com
2,0 cm de espessura; madeira pesada; cerne vermelho-claro; alburno
amarelo-creme, grã revessa, textura média a grossa, figura atrativa, cheiro e
gosto indistintos.
madeira aparelhada Madeira
em peças cujas faces e cantos estão aplainados; madeira aplainada.
madeira aplainada Ver
madeira aparelhada.
madeira branca Denominação
vulgar dada a toda madeira que, independentemente de sua coloração, apresenta
baixa resistência à ação dos agentes deterioradores.
madeira de lei Denominação
vulgar que é dada a toda madeira que apresenta alta resistência à ação
dos agentes destruidores.
madeira mole Termo
que geralmente designa a madeira que é proveniente das coníferas.
madeira verde Madeira
recém-cortada e que apresenta teor de umidade maior que o da madeira seca ao
ar.
mãe-de-taoca-pintada (Phlegopsis nigromaculata)
Aves que seguem as formigas de correição; quando as formigas avançam, todo tipo
de pequeno animal como insetos e lagartos tem que fugir para não ser predado;
mãe-de-taoca-pintada fica na frente da coluna e pega os animais quando eles
tentam fugir das formigas
máficas
Rochas ricas em Mg e Fe, bem como em vários outros nutrientes; são geralmente
de cor escura e muito duras.
máfico
Termo que designa mineral de coloração escura em oposição ao félsico de
coloração clara.
magma
Matéria rochosa movediça à elevada temperatura, constituída no todo ou em parte
apreciável, por uma fase líquida, que apresenta a composição de uma fusão
silicatada; pode conter uma fase gasosa ou se constituir quase inteiramente em
fases sólidas e cristalinas.
magma parental Magma
derivado de outro ou de outros magmas que já desapareceram, correspondendo, em
uma suíte magmática, aos fácies cuja composição mineralógica e química é a mais
primitiva.
magma primário Magma
gerado diretamente da fusão parcial de material da crosta ou do manto, que não
sofreu qualquer processo posterior que provocasse alteração em sua composição
original.
magnetização espontânea Ver magnetização remanescente.
magnetização induzida Magnetização gerada em um magneto, corpo rochoso ou
depósito mineral quando submetido à presença de um campo magnético externo, ou
no caso de minerais e rochas, o campo magnético da Terra; a intensidade induzida
de magnetização ou momento magnético por unidade de volume, é dada pela
fórmula: I=k.H, sendo k a suscetibilidade volumétrica de cada material ou corpo
induzido e H a intensidade do campo magnético externo ou campo magnético da
Terra.
magnetização permanente Ver magnetização remanescente.
magnetização remanescente Magnetização gerada em um magneto, corpo rochoso ou
depósito mineral por um campo magnético pretérito; uma vez retirada a ação
desse campo, o magneto, corpo rochoso ou depósito mineral permanece
magnetizado; magnetização permanente ou espontânea.
magnetosfera Região do espaço na qual o campo magnético de
um planeta domina o campo magnético do vento solar. (Astronomia)
magnitude absoluta Medida do brilho intrínseco e consequentemente absoluto,
de uma estrela; também pode ser definida como igual à magnitude aparente de uma
estrela vista a uma distância de 10 parsec; a diferença entre a magnitude
aparente observada e a magnitude absoluta pode-nos indicar a distância a que se
encontra a estrela. Ver parsec. (Astronomia)
magnitude aparente Brilho de uma estrela como é visto a olho nu, ou
com um telescópio; este grau de luminosidade é expresso numa escala numérica na
qual a estrela mais brilhante tem magnitude -1,4 e a estrela visível mais fraca
tem magnitude 6. (Astronomia)
magnitude de impacto ambiental Representa a grandeza de um impacto em termos
absolutos, podendo também ser definida como a medida da alteração no valor de
um fator ou parâmetro ambiental, em termos qualitativos e quantitativos;
considera o grau de intensidade (pequeno ou grande), a periodicidade e
amplitude temporal (rápido ou lento) de cada impacto.Ver AIA.
malabsorção Condição na qual o intestino tem uma
capacidade abaixo do normal de digerir ou absorver os alimentos o que reduz a
quantidade de nutrientes que a pessoa recebe. (Medicina)
malacostráceos
Grupo de crustáceos a que pertencem os camarões, as lagostas e os caranguejos,
sendo constituídos de 20 segmentos, dos quais: 5 cefálicos, soldados; 8
torácicos; 6 abdominais; e o telso; seus melhores fósseis conhecidos estão
presentes no calcário litográfico de Solnhofen, do Período
Jurássico, na Alemanha.
malaquita
Mineral supérgeno que cristaliza no sistema monoclínico, classe prismática, e
com composição Cu2CO3(OH)2; apresenta cor
verde brilhante e formas comumente botrioidais.
maleabilidade
Refere-se à capacidade do material se deformar sem fraturar, quando submetido à
cargas de tração, compressão ou torção. (Metalurgia)
maligno Canceroso. (Medicina)
mamíferos
Tetrápodes homeotérmicos (sangue quente), que se apresentam cobertos de pêlos,
dotados de glândulas mamárias, e possuindo dois côndilos ocipitais; os dentes
são diferenciados em caninos, incisivos e molares. (Zoologia)
manancial Qualquer corpo d'água superficial ou
subterrâneo, que serve como fonte de abastecimento. (Hidrologia)
manchas solares Manchas escuras que aparecem em grupos de duas ou
mais, em zonas de intensa atividade magnética; as manchas de um mesmo par têm
polaridades opostas e existe um campo magnético entre elas semelhante ao de um
ímã; parecem escuras porque a sua temperatura é inferior à da fotosfera que as
rodeia. (Astronomia)
mandíbula ou maxila
inferior Parte inferior do
bico que inclui a parte óssea revestida por um estojo córneo ou ranfoteca.
(Zoologia)
mandioqueira (Qualea paraensis)
Árvore da família Vochysiaceae, de grande porte, fuste retilíneo,
com diâmetro superior a 70 cm, casca áspera, acinzentada, com algumas
descamações com 1,0 cm de espessura; madeira pesada; cerne bege-claro amarelado
ou levemente rosado; alburno creme-amarelado; grã oblíqua; textura grossa;
figura pouco destacada; cheiro e gosto indistintos.
mandioqueira-áspera (Qualea brevipedicellata)
Árvore de grande porte, fuste retilíneo, com diâmetro superior a 90 cm, casca
lisa acinzentada com 1,0 cm de espessura; madeira pesada; cerne
castanho-amarelado; alburno creme; grã oblíqua; textura grossa; gosto e cheiro
não pronunciados.
manejo Aplicação de programas de utilização
dos ecossistemas, naturais ou artificiais, baseada em teorias ecológicas
sólidas, de modo a manter, de melhor forma possível, nas comunidades, fontes
úteis de produtos biológicos para o homem, e também como fonte de conhecimento
científico e de lazer; ações integradas de utilização dos ecossistemas que não
provoquem o desequilíbrio ecológico, permitindo a produção de insumos
necessários em determinada região, além de contribuir ao conhecimento
científico e para atividades de lazer.
manejo do solo Consiste
na soma de todas as práticas de cultivo, fertilização, correção ou outros
tratamentos, conduzidos ou aplicados a um solo, que visam a produção de
plantas.
manejo florestal Ramo
da dasonomia que trata da prévia aplicação de sistemas silviculturais que
propiciem condições de uma exploração anual ou periódica dos povoamentos, sem
afetar-lhes o caráter de patrimônio florestal permanente; prática pela qual o
homem interfere em formações florestais com o objetivo de promover mais
rapidamente sua regeneração ou de atingir de maneira mais eficiente a produção
de bens florestais do seu interesse. (Silvicultura)
manejo integrado de pragas Abordagem multidisciplinar do manejo de populações
de pragas, que usa uma variedade de técnicas de controle de maneira compatível
com o conhecimento ecológico das pragas; propicia o máximo proveito de fatores
de morbidade naturais, complementado em alguns casos, pelo uso de agrotóxicos
químicos artificiais. (Agronomia)
mangaba Árvore de porte variado e copa ampla (Hancornia speciosa);
os frutos são bagas arredondadas com casca amarelada apresentando estrias
avermelhadas; polpa bastante macia, doce, carnosa-viscosa, acidulada, contendo
8 a 15 sementes; sua frutificação vai de setembro a março, na Amazônia.
mangue
Ver manguezal.
manguezal
É um ecossistema litorâneo, que ocorrem em terrenos baixos sujeitos à ação da
maré e localizados em áreas relativamente abrigadas, como baias, estuário e
lagunas; são normalmente constituídos de vasas lodosas recentes, à quais se
associa tipo particular de flora e fauna; mangue.
maniçoba Alimento semelhante à feijoada completa, onde
o feijão é substituído pela massa de folhas trituradas e cozidas da mandioca
que, segundo a tradição da culinária paraense, deve ir ao fogo pelo menos
durante uma semana para eliminação de substâncias venenosas.
maniçoba Pequena árvore da família da Euforbiáceas (Manihot glaziovii),
que ocorre no Nordeste e fornece látex para produção de borracha de segunda
classe.
manilha
Grande tubo para instalação subterrânea que conduz às águas servidas.
(Engenharia Civil)
manta
Tecido fabricado com fibra de amianto, resistente ao fogo e ao calor; é
fabricado em camadas de feltros ou papel de amianto, impregnados com asfalto.
manta
Termo usado pelos pescadores que significa cardume.
manta asfáltica Revestimento
que impermeabiliza lajes e coberturas. (Engenharia Civil)
manta plástica Revestimento
que impermeabiliza lajes, coberturas e contra-pisos; pode ser aplicada
diretamente sobre o solo para evitar erosão. (Engenharia Civil)
mantenedor de espuma Substância
que aumenta a estabilidade de suspensão de bolhas de gás em um meio líquido,
mantendo a espuma.
manto
Subdivisão da Terra que se estende desde a Descontinuidade de Mohorovicic até
a profundidade de 2.900 km, ocupando 83% do seu volume e 67% de sua massa; sua
densidade varia de 3,5 g/cm3 até 5,5 g/cm3 nas proximidades do Núcleo,
mostrando contudo uma significativa modificação em profundidades de 400 km e
650 km; divide-se em Manto Superior e Manto Inferior, havendo uma zona de
transição situada a 400 km e 650 km de profundidade, onde ocorre um aumento da
velocidade das ondas sísmicas; o Manto Superior estende-se até 900 km de
profundidade, possuindo uma estrutura diferenciada uma vez que a cerca de 50 a
100 km as ondas sísmicas sofrem brusca diminuição de velocidade, e que se
estende até 150 a 200 km sob as regiões oceânicas. (Geologia)
manto glacial Solo
formado por materiais de origem glacial, depositados diretamente por geleiras
ou indiretamente por correntes glaciais, lagos glaciais ou pelo mar.
manufatura
Tipo de indústria manual executada em grandes unidades de produção e em que
existe já alguma divisão do trabalho. (Economia)
mapa base Representação
gráfica que serve de base para o geoprocessamento, sendo que em alguns casos,
essa base raramente muda (ex. região censitária); em outros casos a informação
requer freqüentemente manutenção, por exemplo: cadastro de propriedades.
(Geoprocessamento)
mapa básico de solos Representação gráfica utilizada no campo para
receber diretamente os delineamentos que separam as unidades de mapeamento; a
escala de publicação do levantamento geralmente é menor do que a do mapa básico
utilizado. (Pedologia)
mapa de contorno estrutural Mapa que expressa o relevo de um determinado
horizonte estratigráfico através das linhas denominadas de contorno estrutural,
que unem pontos de mesma cota do horizonte considerado. (Geologia)
mapa de isópacas Mapa
que registra a variação da espessura de uma camada ou de um pacote de camadas.
(Geologia)
mapa de reconhecimento de solos Representação gráfica onde são separadas as
unidades de mapeamento menos homogêneas, sendo que as observações e prospecções
são feitas a intervalos regulares mas continuamente em toda a área; utilizado
no planejamento do desenvolvimento de novas áreas; escala de publicação:
1:100.00 a 1:750.000; área mínima mapeável: 0,4 km2 a 22,5 km2. (Pedologia)
mapa de solos É a
parte fundamental de um levantamento de solos, pois mostra a distribuição
espacial de características de solos e a composição de unidades de mapeamento,
em termos de unidades taxonômicas e tipos de terreno, além de algumas
características do meio ambiente. (Pedologia)
mapa detalhado de solos Representação gráfica onde são separadas unidades
de mapeamento bastante homogêneas com variação menos estreita; as classes de
solos são identificadas no campo por observações sistemáticas ao longo de
transversais; utilizado para provimento de bases adequadas para mostrar
diferenças significativas de solos em projetos conservacionistas, áreas
experimentais, uso da terra e práticas de manejo em áreas de uso agrícola,
pastoril ou florestal intensivo, etc.; a escala de publicação fica entre
1:10.000 e 1:25.000, sendo a área mínima mapeável equivalente a 0,4 até 2,5
hectares. (Pedologia)
mapa digital Aquele
produzido e armazenado em meio magnético. (Cartografia)
mapa esquemático de solos Representação gráfica baseada nos fatores de
formação do solo, utilizada para áreas inexploradas ou desconhecidas, com
escala de publicação maior que 1:1.000.000 e área mínima mapeável equivalente a
mais de 40 km2; fornece informações generalizadas sobre a
distribuição geográfica e a natureza dos solos de grandes extensões
territoriais. (Pedologia)
mapa exploratório de solos Representação gráfica onde são separadas
unidades muito pouco homogêneas, que são estudadas no campo, mas os limites são
compilados de outras fontes, quando houver; utilizados em grandes áreas não
desbravadas ou ainda pouco utilizadas; escala de publicação: 1:750.000 a
1:2.500.000; área mínima mapeável: 22,5 a 250 km2 (Pedologia)
mapa generalizado de solos Representação gráfica feita por compilação, baseada
em dados e informações, publicados ou não, com eliminação de detalhes e escalas
muito variáveis; utilizado para visualização e planejamento de grandes áreas.
(Pedologia)
mapa genético Representação
gráfica da distância genética que separa locos com genes não alelos em uma
estrtura de ligação. (Genética)
mapa semidetalhado de solos Representação gráfica onde são separadas as classes
de solos identificadas no campo por observações a pequenos intervalos no
interior de padrões diferentes; utilizado para fornecer as bases de seleção de
áreas com maior potencial de uso intensivo da terra e para identificação de
problemas localizados, nos planejamentos gerais de uso e conservação dos solos;
escala de publicação: 1:25.00 a 1:100.000; área mínima mapeável: 2,5 a 40
hectares. (Pedologia)
mapa temático Aquele
relacionado a um determinado tópico, tema ou assunto em estudo; enfatizam
tópicos, tal como solos, vegetação, geologia ou cadastro de propriedade;
mapas-síntese. (Cartografia)
mapa ultradetalhado de solos Representação gráfica onde são separadas unidades
de mapeamento com variações estreitas, muito homogêneas; para isso, é
necessário percorrer toda a área no campo, com intervalos muito pequenos entre
as observações; utilizado para planejamento e localização de pequenas
explorações, como por exemplo: parcelas experimentais, áreas residenciais,
projetos especiais de irrigação, etc; a escala de publicação é maior que
1:10.000; área mínima mapeável menor que 0,4 hectares. (Pedologia)
mapa-mundi Representa
a superfície terrestre em seu conjunto, com a separação dos hemisférios, tendo
em geral escala de 1:10.000.000 ou menor. (Cartografia)
mapará Peixe que faz parte do grupo dos bagres,
família Hipoftalmidae; ao contrário do bagre que fica no fundo
do rio e é carnívoro; é um peixe de superfície e se alimenta apenas de
microorganismos que constituem o plancton.
mapas ou cartas
geográficas Produtos
gráficos que mostram as características ou elementos geográficos gerais de uma
ou mais regiões, país ou continente ou mesmo do mundo, o que exige o emprego de
escalas pequenas (de 1:500.000 a 1:1.000.000 ou menos). (Cartografia)
mapas ou cartas
topográficas Produtos
gráficos que mostram as características ou os elementos naturais e artificiais
da paisagem com um certo grau de precisão ou de detalhamento, de uma
determinada área ou região. normalmente apresentados em escala que varia de
1:25.000 a 1:250.000. (Topografia)
mapati Árvore com 5 a 12 m de altura (Pourouma cecropiaefolia),
muito parecida com a embaubeira; o fruto é uma drupa de epicarpo coriáceo,
levemente áspero de cor violáceo-preta, quando maduro; éspécie nativa da
Amazônia ocidental (alto rio Negro e Solimões); frutifica entre setembro e
fevereiro.
mapeamento genético Determinação
das posições relativas dos genes em uma molécula de DNA (cromossomo ou
plasmídeo) e da distância, em unidades de ligação ou unidades físicas, entre eles.
Ver mapa genético. (Genética)
maprock
Estrutura constituída por minúsculos cilíndros de limonita e hematita,
alinhados, que se cruzam em ângulos retos, sobre a superfície de acamamento,
formando desenhos que se assemelham ao traçado de uma cidade.
maqui
Denominação aplicada à vegetação xerófita encontrada na bacia do mar
mediterrâneo, em que algumas árvores crescem até 5 m de altura enquanto uma
grande variedade de plantas herbáceas se estende sob o substrato arbóreo.
mar
Corpo de água salgada menor do que um oceano. (Geografia)
mar de littorina Mar mediterrâneo que ocupava entre 7.500 e 4.000
anos atrás uma posição aproximadamente correspondente ao atual Mar Báltico
mar de morro Termo que designa o conjunto de morros de formato
mamelonar que ocorre fazendo parte do relevo na região sudeste e sul do Brasil;
em visão aérea, este conjunto apresenta um arranjo que lembra as ondas do mar.
(Geomorfologia)
mar de sargaço Área
do oceano Atlântico, situada entre 20 e 35o de latitude norte,
onde são observadas grandes quantidades de sargaços, oriundos da multiplicação
vegetativa e que por vezes, impecilho à navegação
mar ilhado Bacia
implantada no interior das áreas continentais, não associada a arcos
vulcânicos, em que falta total ou parcialmente a crosta superior; pode ser
circundado por crosta continental integral, como no Mar Cáspio, ou parcialmente
ilhado, isto é, quase completamente circundado por costa continental integral,
como o mar Negro e Golfo do México.
mar interior Mar
circundado por um continente ou por águas rasas, de modo que a comunicação com
o oceano aberto é restrita a um ou poucos estreitos.
mar intracontinental Mar
tipo mediterrâneo, cujas costas pertencem a um mesmo continente. Ver mar
mediterrâneo.
mar mediterrâneo Denominação
aplicada a um mar que adentra profundamente no continente, comunicando-se com o
oceano através de um ou mais estreitos; apresenta fluxos fracos e salinidade
distinta daquela dos oceanos.
mar residual Testemunho
de um mar antigo que ocupava áreas bem maiores, e que atualmente está restrito
a lagos salgados e lagunas, e com a elevação da salinidade vão precipitando
diversos sais.
marauíto Combustível fóssil do
tipo bog head, sapropelito formado por algas, com a presença de
esporos, pólens e cutículas de plantas, apresentando-se no estágio de
carbonização equivalente a um linhito.
marca de carga Estrutura
resultante da deposição de material arenoso ou síltico sobre uma camada de
material argiloso que se encontra ainda em estado plástico; devido à heterogeneidade
da carga sobrejacente, o material argiloso desloca-se lateralmente e para cima,
originando uma superfície de contato irregular; o material argiloso adquire
formas bulbosas, mamilares e papiliformes.
marca de deixa Feição
que corresponde a cristas finas e ondeantes, que coincidem com os limites
máximos alcançados, sucessivamente, pelas ondas do decorrer da maré vazante.
marca espigada Marca
contínua devida a objeto flutuante, constituída por uma impressão em forma de
V, alinhada e paralela à corrente; o vértice aponta para a frente da corrente
que a originou.
marca frondescente Marca
constituída por uma série de sulcos que geralmente se ramificam a jusante,
lembrando galhos de uma árvore; as cristas são crenuladas e finamente
estriadas.
marcador genético Todo e
qualquer fenótipo decorrente de um gene expresso, como no caso de proteínas e
caracteres morfológicos, ou de um segmento específico de ADN (correspondente a
regiões expressas ou não do genoma), cuja sequência e função podem ou não ser
conhecidas, e que possui comportamento de acordo com as leis básicas de herança
de Mendel. (Genética)
marcas de fé Ver
marcas fiduciais. (Fotogrametria)
marcas de onda Ondulações
rítmicas que se desenvolvem na superfície das camadas, sob a ação de correntes
ou ondas.
marcas fiduciais Marcas-índice,
geralmente em número de quatro, rigidamente associadas à lente da câmara, uma
vez que fazem parte integrante da própria câmara; transmitem ao negativo as
suas respectivas figuras, com o objetivo de definir o ponto principal de uma
imagem; marcas de fé. (Fotogrametria)
maré
Elevação e rebaixamento periódico das águas nos oceanos, grandes lagos e rios,
resultantes da ação gravitacional da Lua e do Sol sobre a Terra a girar; é o
fluxo e refluxo periódico das águas do mar, grandes lagos e rios que, duas
vezes por dia, sobem (preamar) e descem (preamar) alternativamente.
maré alta Altura
máxima alcançada durante cada fase de subida da maré.
maré astronômica Ver maré. (Meteorologia)
maré atmosférica ou meteorológica Elevação
e abaixamento periódico da pressão atmosférica; é muito mais significativa em
baixas latitudes. (Meteorologia)
maré baixa Altura
mínima alcançada durante cada fase de descida da maré.
maré de águas vivas Ver
maré de sizígia.
maré de apogeu Maré
de amplitude decrescida que ocorre quando a Lua se encontra no apogeu, isto é,
no ponto mais afastado da Terra.
maré de perigeu Maré
que apresenta amplitude avantajada que ocorre quando a Lua se encontra no
perigeu, isto é, no ponto mais próximo da Terra.
maré de sizígia Maré
de grande amplitude, que ocorre quando o Sol e a Lua estão em sizígia, isto é,
quando a atração gravitacional entre os dois astros se soma; ocorre por ocasião
das luas cheia e nova; maré de águas vivas.
maré diurna Maré
com uma preamar e uma baixa-mar em um ciclo de maré, isto é, em um dia lunar.
maré estofa Estado
de maré em que a corrente de maré apresenta velocidade inferior a 0,1 nó, isto
é , praticamente sem movimentação.
maré negra Termo
utilizado pelos ecologistas para designar as grandes manchas de óleo
provenientes de desastres com terminais de óleo e navios petroleiros, e que,
por vezes, poluem grandes extensões da superfície dos oceanos.
maré vermelha Concentração
extremamente elevada de dinoflagelados no oceano, trazendo como consequência
uma mudança na coloração da água, e uma alta toxidade, provocada por
substâncias liberadas por esses protozoários.
marga
Carbonato de cálcio macio e inconsolidado, usualmente misturado com teores
variáveis de argila e outras impurezas.
margem continental Extensão
submarina dos continentes, e que se divide em plataforma continental, talude
continental e sopé continental. Ver também fundo marinho.
margem direita Lado
direito de um curso d'água quando se olha jusante.
margem esquerda Lado
esquerdo de um curso d'água quando se olha para jusante.
margem recifal externa Área situada atrás de um recife orgânico, que o
separa do continente, sendo em geral caracterizada por baixa energia.
margem recifal externa Talude comumente acentuado encontrado no lado
dirigido para o mar, de um recife orgânico.
marialita
Membro sódico do grupo da escapolita, e que integra uma série de solução sólida
que se estende da marialita -(Na,Ca)4Al3(Al,Si)3Si6O24(Cl,CO3,SO4)
à meionita - (Ca,Na)4Al3(All,Si)3Si6O24(Cl,CO3,SO4);
são minerais que cristalizam no sistema tetragonal, classe bipiramidal, sendo
que a designação de escapolita é utilizada para os membros intermediários da
série.
-de-cabeça-amarela (Pionites leucogaster)
É uma das mais belas espécies de papagaio da Amazônia; ocorre apenas no sul do
Amazonas/Solimões, enquanto no norte da região encontramos seu parente, a
marianinha-de-cabeça-preta.
marimari Árvore de pequeno porte (Cassia leiandra),
com 6 a 15 m de altura; frutos são vagens amareladas, cilíndricas, com até 70
cm de comprimento e 3 cm de diâmetro; casca torulosa encerrando muitas sementes
imersas numa polpa sucosa agridoce; é planta silvestre de ambientes úmidos como
igapós e várzeas inundáveis; frutifica ao final do ano.
marina
É o conjunto de instalações necessárias aos serviços e comodidades dos usuários
de um pequeno porto, destinado a prestar apoio a embarcações de recreio.
mariposa (Urania leilus)
Insetos que tem as asas cobertas com um pó finíssimo e brilhante que se
desprende com facilidade; embaixo aparecem nervuras com desenhos dispostos de
acordo com o padrão de cada família; quase todas as espécies são crepusculares
ou noturnas; na fase larvar vive num casulo tecido com fios de seda que brota
de glândulas especiais; nesse período tem um apetite voraz; come uma quantidade
incrível de folhagem, o interior do caule e ainda os frutos; certas mariposas,
principalmente as crepusculares, se encarregam da fecundação de certas flores
que só desabrocham a noite. (Entomologia)
maritimidade
Efeito regulador de caráter térmico exercido pelos oceanos sobre terras
adjacentes, minimizando as amplitudes térmicas. (Climatologia)
marsupiais
Mamíferos que pertencem à subclasse Theria, infraclasse Matatheria,
subordem Marsupialia; a gestação da fêmea é muito curta e os
filhotes nascem antes de completar o desenvolvimento embrionário; em consequência,
passam semanas presos aos mamilos da mãe, alimentando-se enquanto se
desenvolvem; algumas espécies possuem uma bolsa (marsúpio) que protege os
filhotes durante o tempo em que estão presos aos mamilos; existem marsupiais
nas Américas (exemplos: gambá, rata-catita e cuíca) e na região Australiana
(exemplos: canguru e coala). (Zoologia)
martêmpera Tratamento isotérmico composto de
austenitização seguida de resfriamento brusco até temperatura ligeiramente
acima da faixa de formação de martensita, visando a equalizar a temperatura do
material e ao resfriamento adequado até a temperatura ambiente; utiliza-se para
peças propensas a sofrerem empenamentos e que necessitam das mesmas
propriedades alcançáveis pela têmpera seguida de revenimento. (Metalurgia)
martensita
Fase metaestável que corresponde a uma solução sólida supersaturada de carbono
em ferro alfa; resulta de um tratamento térmico com uma velocidade elevada de
resfriamento da austenita; a distorção do reticulado cúbico de corpo centrado
provocada por esse tratamento é responsável pela sua extrema dureza.
(Metalurgia)
martim-pescador (Chloroceryle amazona)
Ave que tem como principal característica o fato de mergulhar para capturar
pequenos peixes que surgem na superfície das águas, camarões de água doce e,
ocasionalmente, anuros e larvas aquáticas de insetos; vive em beira de lagos,
lagoas, açudes e rios e utiliza um poleiro baixo, rente à água rasa, para
visualizar seu alimento; nesta espécie, o casal permanece junto durante anos e,
na época de reprodução, o macho e a fêmea escavam o ninho num barranco que
margeia um riacho ou próximo a ele e lá são postos os ovos; a incubação é
tarefa da fêmea no período noturno, e partilhada pelo casal durante o dia.
martita
Denominação aplicada à hematita (Fe2O3) que ocorre em
cristais octaédricos ou dodecaédricos, como pseudomorfo sobre magnetita ou
pirita.
marubo Índios que estão em contato o com a
sociedade nacional desde 1870, e foram incorporados ao trabalho de exploração
da borracha; o homem pode se casar com várias mulheres (poligamia), e cada uma
delas ocupa um espaço bem definido na maloca; a cremação fazia parte dos antigos
costumes desses índios, eles comiam as cinzas com mingau para que o morto
pudesse continuar entre eles; a única exceção ocorre com as crianças de colo,
que eram enterradas geralmente entre as árvores; população de 600 pessoas que
falam língua da família Pano e vivem ao longo dos rios Ituí e Curuçá, na
Amazônia, junto à fronteira com o Peru.
maruim
Termo popular para insetos dípteros, da família dos Ceratopogonídeos;
têm pequeno porte, com 1 a 2 mm de comprimento e sua picada é muito dolorida;
são transmissores da filariose aos homens e animais e só a fêmea é hematófaga;
mosquito-pólvora, mosquito-do-mangue, mosquito-palha.
marulho
Agitação da água, em um rio, causada pela interação de correntes ou por uma
corrente rápida que passa sobre um fundo irregular.
marulho Onda (movimento ondulatório do mar) causada
por ventos que podem estar a alguma distância ou que já tenham cessado.
(Meteorologia)
marupá (Simarouba amara)
Árvore da família Simaroubaceae, de grande porte, com fuste
retilíneo circular com diâmetro de até 90 cm, casca fissurada levemente, com
aproximadamente 1,0 cm de espessura, cor amarelada; madeira leve; cerne e
alburno indistintos, de cor amarelo-vivo, passando com o tempo para o
branco-amarelado; grã direita; textura média; figura ausente; cheiro
indistinto; gosto amargo.
massa atômica Massa
de um átomo medida em uma escala convencional na qual a massa do nuclídeo C12 é
o padrão que vale 12 unidades de massa.
massa de ar Volume de ar onde as diferenças horizontais de
temperatura e umidade são relativamente pequenas; possui, normalmente, dimensão
horizontal de centenas de quilômetros; a homogeneidade de uma massa de ar é
produzida devido ao contato prolongado, em uma região de origem, com a
superfície subjacente com temperatura e umidade uniformes. (Meteorologia)
massa específica De uma
substância é a massa por unidade de volume; depende da dimensão e da estrutura
de ligação das moléculas entre si; devido a esta dependência e a sua estrutura
molecular peculiar é que a água é uma das poucas substâncias que aumentam de
volume quando passam a temperaturas inferiores a 4o C,
reduzindo, portanto, sua massa específica a partir desta temperatura.
mastigóforos Animais do sub-ramo dos Plasmodromos,
classe Mastigophora, caracterizados por terem um ou mais flagelos
para locomoção; são os flagelados parasitas ou não. (Zoologia)
mastócito
Célula granular do tecido conjuntivo, contém granulos grosseiros, basófilos e
metacromáticos; acredita-se que contenham heparina e histamina. (Medicina)
mata atlântica Exuberante
floresta tropical, que cobria um território pouco maior que 1.000.000 km2 do
Brasil; espraiava-se pela costa do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul,
avançando pelo interior em extensões variadas; ocupava todo o Espírito Santo,
Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina, bem como parcelas
significativas de Minas Gerais , Rio Grande do Sul e Mato Groso do Sul,
logrando alcançar a Argentina e o Paraguai; infelizmente, desse imenso corpo
florestal, que outrora cobria 12% do território brasileiro, restam apenas 9% de
sua extensão original.
mata ciliar Vegetação
predominantemente arbórea que acompanha o leito dos rios; floresta que orla um
ou os dois lados de um curso d'água, em uma região onde a vegetação
característica não é florestal; mata de galeria, mata ripária
mata de galeria Ver
mata ciliar.
mata ripária Ver mata ciliar.
mata secundária Ver
capoeira.
matacões
material encontrado no solo, com diâmetro entre 20 e 100 cm, proveniente da
desagregação de rochas.
matamatá (Chelus fimbriatus)
Quelônio de aparência muito estranha, sendo um animal muito feio e disforme; o
pescoço comprido é retraído lateralmente e não encolhido como o de uma
tartaruga; vive enterrado na lama e por causa dela tem um cheiro desagradável,
por isso sua carne é muito pouco apreciada, embora os nativos digam o
contrário; seu nome vem do cipó que possui nódulos semelhantes a sua carapaça.
matá-matá-preto (Eschweilera odora)
Árvore mediana, com fuste retilíneo com aproximadamente 55 cm de diâmetro,
casca acinzentada com 1,0 m de espessura; madeira pesada; cerne
claro-pardacento a castanho-escuro às vezes listrado, alburno amarelado; grã
direita; textura média; cheiro desagradável quando fresca, desaparecendo após a
secagem; gosto indistinto.
matéria orgânica do solo Fração do solo incluindo resíduos vegetais e
animais em diversos estágios de decomposição, ocorrendo em estreita relação com
os constituintes minerais; representa importante papel no solo, melhorando suas
condições físicas e químicas. Ver húmus. (Pedologia)
material de origem do solo Material intemperizado, não consolidado, de
natureza mineral ou orgânica que deu ou vai dar origem ao solum por
processos pedogenéticos; material parental do solo. (Pedologia)
material mineral É
aquele formado, essencialmente, por compostos inorgânicos, em vários estágios
de intemperismo. (Pedologia)
material orgânico Ver
matéria orgânica do solo. (Pedologia)
material parental do solo Ver material de origem do solo. (Pedologia)
material residual do solo São materiais minerais, não consolidados e
parcialmente intemperizados, acumulados pela desintegração da rocha
consolidada, no local. (Pedologia)
matéria-prima Substâncias
naturais (madeira, minérios, etc) que o trabalho do homem transforma noutros
produtos ou objetos;.produto extraído da Natureza ou obtido nas indústrias
pesadas e que, após um processo de transformação, satisfaz diretamente as
necessidades do homem.
matiz Uma das três variáveis
da cor do solo; é causada pela luz de certos comprimentos de onda. Ver cor do
solo, carta de cores Munsell. (Pedologia)
matriz-s ou fundo matricial
Material que se encontra no interior dos peds primários
(mais simples), ou compondo materiais apédicos, no qual ocorrem as feições
pedológicas; o conjunto do plasma e/ou grãos primários e poros associados que
não ocorrem como estruturas associadas, à exceção daquelas classificadas como
tramóides (entidades caracterizadas mais por uma mudança significativa no
arranjo dos constituintes do que na concentração de alguma fração do plasma).
(Micromorfologia do Solo)
maturação Processo de alcançar o desenvolvimento ou
crescimento completo.
maturidade Denominação adotada para caracterizar o
estágio de evolução do relevo onde a erosão está desenvolvida o suficiente para
que a rede de drenagem esteja organizada , e o trabalho das forças combinado
com harmonia. (Geomorfologia)
maturidade Medida da aproximação dos sedimentos
clásticos de um tipo final estável, que é ocasionada por processos de formação
agindo sobre os mesmos; é um registro combinado do tempo através do qual os
processos genéticos foram efetivos, e da intensidade da ação desses processos. (Sedimentologia)
maxilas
As duas partes do bico - maxila superior e maxila inferior ou mandíbula - que
delimitam a abertura bucal e servem para apreender o alimento e para defesa;
cada uma das maxilas é representada por ossos fundidos recobertos por uma
camada óssea, a ranfoteca. (Zoologia)
mcleod Ferramenta utilizada no combate a
incêndios florestais, conjugando enxada e ancinho com dentes largos.
meandro
Curva, por vezes bastante apertada, produzida pela oscilação, de um lado para o
outro, de uma corrente de água, devido a qualquer tipo de obstáculo; a corrente
provoca erosão na margem côncava e deposição na margem convexa; sinuosidades
descritas pelos rios, formando, por vezes, amplos semicírculos, em zonas de
terrenos planos, sendo então, chamados de meandros divagantes. (Geomorfologia)
mecânica e engenharia do solo Subespecialização da ciência do solo que trata
do efeito das forças e a aplicação de princípios de engenharia a problemas
envolvendo o solo.
média
Textura do solo cuja composição granulométrica encerra menos de 35% de
argila e mais de 15% de areia, excluídas as classes texturais areia e areia franca.
(Pedologia)
medidas corretivas Medidas
tomadas para proceder à remoção do poluente do meio ambiente, bem como
restaurar o ambiente que sofreu degradação.
medidas mitigadoras São
aquelas destinadas a reduzir a magnitude do impacto negativo; qualquer tipo de
intervenção que tenha por finalidade abrandar ou até eliminar o grau de
negatividade de um impacto ambiental qualificado como indesejável; em algumas
situações, as medidas mitigadoras quase que equivalem às medidas preventivas,
pois objetivam evitar que a ação do projeto, desde o seu início, cause o
impacto negativo.
megafanerófitos
Categoria de vegetais fanerófitos que comporta as árvores com mais de 25 m de
altura como a Dinizia excelsa, Ceiba pentandra, Bertholletia excelsa,
entre outras. (Botânica)
megalópoles Formas de aglomeração urbana onde
existe a conurbação de várias áreas metropolitanas, formando uma grande área
urbanizada quase que continuamente, por exemplo: Bos-Was com 700 km de
comprimento, entre Boston e Washington, no NE dos EUA. Ver conurbações.
mehlich
Solução extratora de fósforo e potássio disponíveis, composta por H2SO4-
0,0125M + HCl 0,05M; leva o nome de seu idealizar, professor da Universidade de
Carolina do Norte; mehlich-1, duplo ácido ou Carolina do Norte.
meia vida Tempo
necessário para que uma substância radioativa perca 50% de sua atividade por
desintegração.
meio ambiente É o sistema
de elementos bióticos, abióticos e sócio econômicos, com o qual interage o
homem, de vez que se adapta ao mesmo, o transforma e o utiliza para satisfazer
suas necessidades; é o conjunto de todos os fatores físicos, químicos,
biológicos e socioeconômico que atuam sobre um indivíduo, uma população ou uma
comunidade; é a base natural sobre a qual as sociedades humanas se estruturam;
o ar, a água, o solo, a flora e a fauna formam a sustentação física, química e
biológica para que as civilizações humanas possam existir neste planeta; tudo o
que cerca o ser vivo, que o influencia e que é indispensável à sua sustentação;
estas condições incluem solo, clima, recursos hídricos, ar, nutrientes e os
outros organismos; o meio ambiente não é constituido apenas do meio físico e
biológico, mas também do meio sócio-cultural e sua relação com os modelos de
desenvolvimento adotados pelo homem. (Ecologia)
meio de dispersão Porção
de um sistema coloidal, no qual a fase dispersa é distribuída.
meio
interstelar Poeira
e gás que existe no espaço entre as estrelas. (Astronomia)
meio-graben Fossa
de perfil assimétrico em que uma das bordas é limitada por falha normal,
enquanto a outra é definida por uma flexura falhada. (Geologia)
meios de resfriamento Usados no tratamento térmico do aço; vão desde o
controle do ambiente do forno até a aplicação de meios líquidos; os mais
utilizados são óleo, água e soluções aquosas de NaOH, NaCl ou Na2CO3.
(Metalurgia)
meios irmãos Animais
que possuem o mesmo pai ou a mesma mãe. (Melhoramento Genético)
mélange Unidade
rochosa de textura caótica formada em regiões de colisão de placas; existem
dois tipos de mélanges, os tectônicos e os sedimentares
(olistromos); ambos localizam-se sempre no espaço entre a fossa e o arco
insular, no lado da fossa mais próxima do continente.(Geologia)
mélange ofiolítica Mélange tectônica que inclui fragmentos da
crosta oceânica e de outros sedimentos, que podem alcançar dimensões de até 1
km, imersos em uma matriz argilosa.
mélange sedimentar Unidade
sedimentar de dimensões limitadas, composta por blocos de rochas sedimentares,
provenientes de fontes diversas, mas não distantes, imersos em uma matriz
pelítica; origina-se de escorregamentos gravitacionais subaquáticos em
depressões topográficas; quando submetida a cisalhamento, sua distinção
da mélange tectônica torna-se bastante difícil.
mélange tectônica Rocha
presente no complexo de subducção, com aspecto brechóide e matriz argilosa,
produzida por cisalhamento.
melânico
De coloração escura ou negra devido a incorporação de material orgânica no
solo. (Pedologia)
melanina Pigmento preto, na camada pigmentar, entre a
derme e a epiderme, produzido pelos melanócitos.
melanização
Escurecimento do material de solo pela incorporação de matéria orgânica, como
um horizonte A chernozêmico. (Pedologia)
melanócito
É a célula responsável pela fabricação do pigmento melanina. (Medicina)
melhor predição linear não-viciada Ver BLUP. (Genética)
melhoramento genético Alterações
provocadas na constituição genética de um organismo vivo, com vistas à produção
de uma variedade superior dentro de sua espécie; disciplina ocupada com o cruzamento de plantas
através de autofertilização, fertilização cruzada ou hibridação e que tem como
propósito a produção de progênies melhoradas.
melitófitas
Plantas que possuem flores que exalam um perfume agradável que lembra o mel ,
sendo grandes produtoras de néctar e portanto muito procuradas pelas abelhas.
membrana impermeável Membrana
que impede a passagem tanto do solvente quanto do soluto.
membrana permeável Membrana
que permite a passagem tanto do solvente quanto o soluto.
membrana semipermeável Membrana que permite a passagem do solvente mas não
do soluto.
membro Parte integrante de uma formação,
apresentando, contudo, características litológicas próprias que permitem
distingui-lo das partes adjacentes da formação. (Estratigrafia)
mercúrio Elemento
químico de número atômico 80; líquido, prateado, denso, tóxico.
mergulhia Técnica de reprodução admitida por algumas
espécies, que adquirem raízes nos ramos quando estão enterradas. (Silvicultura)
mergulho
Ângulo diedro entre o plano de uma camada e um plano horizontal; o mergulho é
medido em um plano vertical imaginário perpendicular à direção da camada.
(Geologia)
mergulho de uma jazida Ver mergulho. (Geologia).
mericlone
Uma planta derivada de cultura de tecido que é igual à planta mãe. (Botânica).
meridiano
Linha de referência norte - sul, em particular o círculo máximo que passa
através dos polos geográficos da Terra, de onde as longitudes e os azimutes são
determinados; são semicírculos máximos, cujos extremos coincidem com os pólos
norte e sul da Terra; o conjunto de dois meridianos opostos constitui um
círculo máximo completo; outras características dos meridianos são: têm sua
máxima separação no equador e convergem em direção aos dois pontos comuns nos
pólos; o número de meridianos que se pode traçar sobre o globo é infinito;
assim, existe um meridiano para qualquer ponto do globo; para sua representação
em mapas os meridianos se selecionam separados por distâncias iguais adequadas.
meristema
Tecido caracterizado pela ativa divisão de seus elementos e que produz, por
isso mesmo, as novas células necessárias ao crescimento do vegetal; tecido
vegetal caracterizado pela ativa divisão das células indefinidamente e que dão
origem a células semelhantes ou células que modificam-se para produzir os
tecidos e órgãos definitivos; região do domo apical constituída de células
meristemáticas. (Botânica)
meristema apical Meristema
das extremidades em crescimento dos fustes e raízes.
meristemagem Ver clonagem. (Botânica).
meronécton
Organismo que participa do nécton apenas na fase larvária.
meroplâncton
Larva de organismos que deixam de pertencer ao plâncton na fase adulta.
mesoclimatologia Estudo do clima em áreas relativamente
pequenas, entre 10 e 100 km de largura, como por exemplo, o estudo do clima
urbano e dos sistemas climáticos locais, severos, tais como os tornados e os
temporais.
mesocoquina
Calcário detrítico constituído por fragmentos de conchas fracamente cimentados
e com granulação até areia, isto é, 2 mm.
mesofanerófitos Categoria
de vegetais fanerófitos que abrange as árvores entre 18 e 25 m de altura (Centrolobium
microchaeta, Sapindus saponaria, Peltogyne densiflora, Parkia platycephala,
etc.).
mesoférrico
Solos com médio teor de óxidos de ferro: teores variando de 8% a <18 %.
(Pedologia)
mesófita
Planta que vive em locais que apresentam luz difusa e umidade média; vegetal
que não sendo nem xerófito nem aquático habita lugares com umidade suficiente
para um amplo desenvolvimento vegetativo, e do qual são exemplos típicos as
plantas das matas. (Botânica)
mesohidrófita
Planta que vive em regiões de clima temperado e com muita umidade.
mesomaré
Maré que apresenta amplitude entre dois e quatro metros.
méson
Partícula elementar cuja massa de repouso está situada entre a do elétron e a
do próton; é instável e se forma em reações nucleares que envolvem energias
elevadas.
mesopausa
Camada situada entre a mesosfera e a termosfera . (Meteorologia)
mesoquilio
A parte média do labelo em certas orquídeas, como as do gênero Stanhopea.
Ver hipoquilio. (Botânica)
mesosfera
Camada da atmosfera terrestre que se situa de 250 a 600 km de altitude, entre a
ionosfera e a exosfera; camada situada na parte superior da estratosfera, onde
a temperatura diminui com a altura até alcançar o mínimo de cerca de -900 C
aos 80 km; a pressão atmosférica é muito baixa e diminui aproximadamente de
1mb(milibar), na base da mesosfera aos 50 km acima do solo, até 0,01 mb na
mesopausa, por volta dos 90km acima da superfície terrestre.
meta
Prefixo que designa rochas ígneas ou sedimentares metamorfoseadas, em que a
petrotrama original ainda pode ser reconhecida.
metabolismo Todas as reações químicas que ocorrem nas
células vivas. (Biologia)
metabólito Produtos das reações químicas que ocorrem nas
células do corpo; subprodutos da quimioterapia. (Medicina)
metaestável Equilíbrio temporário.
metáfase
Uma das fases da divisão celular quando os cromossomos ficam alinhados na
posição equatorial da célula e preso às fibras do fuso. (Genética)
metais pesados Grupo
de elementos metálicos de peso atômico relativamente alto, que agem como
poluentes de ecossistemas e são geralmente muito tóxicos à vida; são o
mercúrio, o cádmio, o chumbo, o zinco, o cromo, o níquel, o selênio, o cobre, a
platina e o arsênio; eles se acumulam no organismo e, através da cadeia
alimentar, podem chegar ao homem.
metalurgia em pó Técnica
de aglomerar pós metálicos na forma de peças utilizáveis na indústria.
(Metalurgia)
metamorfismo Processo pelo qual uma rocha para equilibrar-se
internamente, e com o meio em que se encontra, ajusta-se, estruturalmente e/ou
mineralogicamente, a condições de pressão e temperatura diferentes daquelas em
que foi formada, sem o desenvolvimento de uma fase de silicatos em fusão;
confunde-se em baixas temperaturas com a diagênese sedimentar; em altas
temperaturas nos níveis mais profundos da crosta, passa gradualmente, com o
aparecimento de uma fase líquida granítica, resultado de uma nova fusão, por um
processo de anatexia pelo qual são gerados magmas primários.
metamorfismo dinâmico Metamorfismo que se faz presente em planos de
falhas ou zonas de cisalhamento, como resultado da intensa deformação das
rochas na porção imediata ao movimento; como resultado são produzidos
cataclasitos quando da deformação rúptil e milonitos ligados à deformação
dúctil. (Geologia)
metamorfismo dinamotermal Ver metamorfismo regional. (Geologia)
metamorfismo regional Metamorfismo que apresenta extensão regional, quase
sempre acompanhado por deformação, que se manifesta sob a forma de dobras e
falhas de caráter diverso, exibindo, amiúde, uma estrutura planar bem
pronunciada, caracterizada pelo paralelismo de minerais placóides, e em algumas
situações, pelo alinhamento de minerais prismáticos; metamorfismo dinamotermal.
(Geologia)
metano
Um dos gases causadores do efeito estufa, formado naturalmente em regiões onde
existe matéria orgânica em decomposição; existem muitas fontes antropogênicas
de metano que vem contribuindo para seu aumento na concentração global na
atmosfera, dentre estas fontes estão a cultura de arroz, queima de biomassa e a
queima de combustíveis fósseis.
metassomatismo
Processo de transformação química de uma rocha, que através da formação de
novos minerais com composição química diferente, leva a uma nova rocha, como
resultado da introdução de matéria a partir de uma fonte externa. (Geologia)
metástase
A presença de câncer em outros tecidos ou órgãos à distância do tumor primário;
é uma característica de todos os cânceres; ocorre através do sistema
circulatório (sanguíneo e linfático); na cavidade do abdômen e tórax acontece
através da implantação das células tumorais; quando uma doença se espalha de
seu lugar original para outras partes do corpo. (Medicina)
metatexia
Processo de segregação (usualmente de quartzo e de feldspato) através de
diferenciação metamórfica e fusão parcial, levando à produção de uma rocha
denominada metatexito, e que compreende três partes: paleossoma, leucossoma e
melanossoma.
meteorito
Corpo metálico ou rochoso que, proveniente dos espaços interplanetário ou
interestrelar, chega até à superfície terrestre; sua classificação baseia-se na
composição química: holosiderito (Fe e Ni), siderólito ou palasito (Fe +
silicatos) e assiderito (silicatos e pouco Fe); conforme a estrutura que
apresentam, os sideritos ou meteoritos férricos são classificados em
hexaedritos, octaedritos e ataxitos; os ferrolíticos, em plasitos, condritos e
acondritos.
meteorização
Ver intemperismo. (Pedologia)
meteorologia A ciência da atmosfera.
metil-orange Substância
que é utilizada como indicador nas medidas de alcalinidade, produzindo
coloração amarela quando na presença de hidróxidos, carbonato normal ou
bicarbonatos; titulando-se com ácido sulfúrico é possível calcular
quantitativamente a alcalinidade presente.
método 14 C Método de datação radiométrica baseado no
decaimento do C14, que é um isótopo radioativo, para o isótopo radiogênico 14N,
através da emissão de radiações; é normalmente utilizado na datação de ossos,
troncos fósseis, conchas, etc, para um período máximo de 50.000 anos; método do
radiocarbono.
método 40 Ar - 39Ar Método de datação radiométrica cujo valor
interpretativo é similar àquele do método K- Ar; difere deste por dispensar
dosagem de K, uma vez que os minerais são irradiados por neutrons em reator
nuclear; as idades obtidas são consideradas mínimas, representando épocas
relacionadas ao resfriamento das rochas para temperaturas inferiores àquelas
temperaturas críticas dos minerais analisados.
método Bieler-Watson Método eletromagnético de prospecção geofísica que
utiliza uma grande bobina deitada horizontalmente sobre o terreno como fonte do
campo primário; a operação é baseada na hipótese de que o eixo maior da elipse
de polarização, representando a componente maior do campo resultante, está
aproximadamente na vertical e o eixo menor, representando a componente
imaginária, encontra-se na horizontal.
método da termoluminescência - TL Método de datação de certos materiais
rochosos, que se baseia na energia luminosa emitida por estes quando submetidos
a aquecimento (200-4500 C); utilizado principalmente
em materiais cerâmicos com idades inferiores a 14.000 anos.
método dos traços de fissão Método de datação que se baseia nos traços
de fissão , traços estes que registram as trajetórias, nos minerais,
das partículas de urânio, durante sua fissão espontânea, em que o átomo deste
elemento químico se parte em dois íons filho que são ejetados em sentidos
opostos, conforme a lei da conservação do movimento; na rede cristalina dos
minerais, tais partículas provocam uma desorganização profunda, ao longo de
suas trajetórias ou traços; o tratamento químico acompanhado
de irradiação de neutrons térmicos (em reator nuclear) permite os cálculos de
idade; este método pode ser utilizado em qualquer material que contenha
U: rochas vulcânicas, apatitas, fosfatos, etc..
método elétrico Método
de prospecção geofísica que depende das propriedades elétricas e eletroquímicas
das rochas e minerais. (Geofísica)
método K - Ar Método de datação radiométrica fundamentado no
decaimento do isótopo radioativo 40K para o isótopo radiogênico 40Ar, através
de captura k; as idades obtidas são consideradas minimas,
representando os resfriamentos de minerais a temperaturas inferiores às
suas temperaturas críticas, estas sendo da ordem de 5000 C para
anfibólios, 3000 C para muscovitas e 2500 C
para biotitas; uma idade obtida pode representar, entretanto, a de formação do
material estudado, se tal idade for próxima daquela do resfriamento desse material,
como é o caso, por exemplo, das rochas vulcânicas. Normalmente são datados, por
este método, micas, anfibólios, feldspato potássico, plagioclásios,
glauconitas, etc; pode, através dele, também ser datada a rocha total.
método Lu - Hf Método de datação radiométrica que se baseia no
decaimento do isótopo radioativo 176Hf para o isótopo radiogênico 176 Hf;
utilizado principalmente como traçador petrogenético, permitindo determinação
do parâmetro HF, cujos valores negativos indicam reservatório crustal, enquanto
os positivos indicam reservatório mantélico.
método Pb - comum Método de datação radiométrica normalmente aplicado
em galenas, utilizando modelos que supõem uma composição primitiva, fixa, de Pb
formado durante a constituição do sistema solar, bem como quantidade de U e Th
semelhantes e homogêneas na Terra como um todo; a maior importância desse
método está no fato de que ele permite deduções a respeito da gênese das
rochas; método Pb – modelo.
método Pb Método de datação radiométrica que utiliza
principalmente minerais acessórios de rochas ígneas (zircão, monazita,
xenotimo, etc), em que todo Pb é considerado radiogênico e medido por
espectrografia ótica, sendo U e Th determinados através da atividade; muito
utilizado nas décadas de 50 e 60; as idades obtidas devem ser consideradas como
mínimas, uma vez que não é feita correção de Pb, cuja difusão é bastante comum.
método Pb - Pb Método de datação radiométrica que utiliza
diagramas isocrônicos Pb-Pb acoplados a linhas de evolução do Pb, considerando
diferentes estágios de evolução deste elemento, desde a origem da Terra até a
época de formação da rocha; aidade obtida refere-se a tal época de formação; as
razões 238U/204Pb determinadas, chamadas valores 1, representam
importantes parâmetros petrogenéticos; tais razões, quando entre 7,5 e 8,2,
indicam origem mantélica do material datado.
método Rb - Sr Método de datação radiométrica baseado no
decaimento do isótopo radioativo 87Rb para o isótopo radiogênico 87Sr, através
da emissão de radiações; pode envolver a datação de uma única amostra de rocha,
obtendo-se neste caso uma idade dita convencional onde a razão
87Sr/86 Sr é estimada, ou de várias amostras de rochas cogenéticas, obtendo-se
desta feita uma idade dita isocrônica; esta idade se evidencia
através de uma reta traçada em diagrama binário, no qual são considerados, em
ordenada, os valores da razão 87Sr/86Sr, e em abcissa, os valores da razão
87Rb/86Sr; o método permite a datação da formação de rochas graníticas e
assemelhadas, bem como a datação de processos tais como granitização, anatexia,
migmatização, metamorfismo da fácies anfibolito ou granulito, etc; o valor
obtido para a razão 87Sr/86Sr inicial, relativo a formação de rocha, constitui
importante parâmetro petrogenético, que permite muitas vezes distinguir rochas
oriundas da crosta superior daquelas originadas da crosta inferior/manto
superior; o método pode ser aplicado, ainda, em minerais que sejam portadores
de Rb, tais como micas , feldspatos potássicos e outros, retratando os
resultados obtidos, neste caso, épocas relativas ao resfriamento dos materiais
estudados (resultados similares aos que poderiam ser obtidos pelo método K -
Ar).
método Sm - Nd Método de datação radiométrica baseado no
decaimento do isótopo radioativo 147 Sm para o isótopo radiogênico
143 Nd, através da emissão de radiações . Importante ferramenta
para o estudo de materiais tanto da crosta superior e inferior, quanto do manto
superior; é utilizado em minerais, obtendo-se diagramas isocrônicos que revelam
nesse caso idades relativas à formação dos materiais estudados (os sistemas
rocha total não mostram, por esse método, boas distribuições dos pontos
analíticos nos diagramas isocrônicos); normalmente são obtidas, por essa
sistemática de datação, idades denominadas modelo (TDM), que
permitem caracterizar épocas de derivação do manto superior dos protolitos
crustais que originaram as rochas datadas; um importante índice petrogenético
(ND) pode ser também obtido por essa sistemática, índice este que indica, se
positivo, material derivado do manto, se negativo, material de fonte crustal.
método U - He Método de datação radiométrica proposto
originalmente por Rutherford, que se fundamenta na premissa de que todo gás He
(Hélio) produzido através do decaimento do U e do Th é retido pelos
minerais; tal premissa nem sempre é correta, uma vez que o referido gás pode
escapar dos retículos cristalinos.
método U - Pb Método de datação
radiométrica baseado no decaimento do U a isótopo estável de Pb; utiliza principalmente
minerais portadores de U (compatível na estrutura cristalina) e cujo Pb
primário (incompatível na estrutura cristalina) não seja significativo; tais
minerais são geralmente acessórios em rochas ígneas, metamórficas e
sedimentares - zircão , monazita, apatita, titanita, badeleíta, rutilo, etc; o
zircão é o preferido, pois além de conter U em quantidades mensuráveis,
praticamente não possui Pb; adicionalmente, apresenta boa resistência química e
física, estando presente em todos os tipos de rochas; as idades, por esta
metodologia, são normalmente obtidas através de diagramas binários onde há uma
curva teórica denominada Concórdia , sobre a qual os dados
analíticos podem-se posicionar, caracterizando épocas relacionadas à formação
dos zircões; quando não se posicionam sobre tal curva, os dados alinham-se
segundo uma reta denominada Discórdia que
intercepta a curva Concórdia num ponto correspondente à época
de formação dos zircões.
método Walkley-Black Método
de determinação do teor de carbono orgânico do solo que utiliza a oxidação por
dicromato de potássio na presença de ácido sulfúrico concentrado (digestão por
via úmida). Ver carbono orgânico e matéria orgânica. (Pedologia)
métodos ialíticos Hemodiálise,
diálise peritoneal, hemoperfusão; métodos que substituem o rim lesado para
filtração e eliminação de substâncias tóxicas e eletrólitos, normalmente
realizados pelo rim normal. (Medicina)
metoxicloro
Inseticida constituído de hidrocarboneto clorado, ligeiramente solúvel na água,
solúvel no xileno e muito solúvel no álcool; apresenta pouca toxidade e pequena
taxa de acumulação para os mamíferos e aves.
mica
Filosilicato do tipo 2:1 constituído de duas folhas silicato tetraédricas e uma
folha hidróxido octaédrica, com cátions retidos fortemente nas entrecamadas,
balanceando sua alta carga de camada; não são expansivas; nos solos as micas
são geralmente minerais primários.
mica pisciforme Mica
que se apresenta em algumas rochas com uma geometria em forma de espinha de
peixe.
micela
Estrutura constituída por moléculas complexas de colóides, podendo apresentar
propriedades cristalinas e ser capaz de aumentar ou diminuir de tamanho, sem
variar a sua natureza química.
micélio
Conjunto de hifas; filamento resultante de germinação dos esporos e que serve
de suporte às aglomerações de esporângios; é o talo, ou por assim dizer, o
caule dos fungos; as hifas constituem uma trama que representa o corpo
vegetativo dos fungos, podendo ser microscópico ou, como nas orelhas de burro,
alcançar importantes dimensões. (Micologia)
micélio aéreo Micélio
que se projeta na superfície e cresce acima do meio de cultivo do fungo.
(Micologia)
micélio reprodutivo Micélio aéreo que se
diferencia para sustentar os corpos de frutificação ou propágulos de um fungo.
Ver propágulos. (Micologia)
micélio vegetativo Micélio
que se desenvolve no interior do substrato, funcionando também como elemento de
sustentação e de absorção de nutrientes para os fungos. (Micologia)
micorriza
Uma associação simbiótica íntima do micélio de certos fungos com as células da
raiz de algumas plantas vasculares, como certas orquídeas, nas quais as hifas
freqüentemente funcionam como pelos radiculares. Inicialmente o fungo fornece
alimento suficiente para que a semente germine (sementes de orquídeas não
possuem reservas de alimentos como as das outras plantas) e posteriormente se
alimenta dos nutrientes produzidos pela semente germinada; baseando-se nos
organismos envolvidos e aspectos anatômicos do orgão simbiótico, as micorrizas
são divididas em vários tipos. Ver ectomicirrizas e micorrizas arbusculares.
micorrizas arbusculares São associações simbióticas mutualistas,
formadas por um grupo restrito de fungos pertencentes aos zigomicetos,
ordem Glomales e a grande maioria das espécies vegetais
vasculares, independentemente de seu habitat e distribuição geográfica; assim,
a maioria das espécies cultivadas e também árvores tropicais, formam este tipo
de simbiose.
micotoxina
Uma toxina ou substância tóxica produzida por fungos. (Micologia)
micra
Unidade de medida equivalente a milionésima parte do metro; micro.
micrito
Calcário afanítico constituído quase que exclusivamente por um mosaico de
cristais de calcita interpenetrados com diâmetro compreendido entre 1 e 4
mícra; é constituinte fundamental do chamado calcário litográfico.
micro Ver micra.
microbiologia do solo Ramo da ciência do solo que estuda os
microorganismos habitantes do solo, suas funções e atividades.
microcataclase
Fragmentação dos grãos minerais, que se manifesta com o desenvolvimento de
microfraturas que, na sua progressão, cortam conjuntos de grãos e deslocam os
subgrãos.
microclima
Condição climática de uma pequena área resultante da modificação das condições
climáticas gerais por diferenças locais de elevação ou exposição; sequência de
mudanças atmosféricas dentro de uma região muito pequena; conjunto das
condições atmosféricas de um lugar limitado em relação às do clima geral.
(Climatologia)
microcoquina
Calcário detrítico, fracamente cimentado, constituído principalmente por
fragmentos de conchas com dimensões inferiores a 2 mm.
microelementos Elementos químicos que existem em
quantidades reduzidas na natureza; constituem menos de 1% do peso da litosfera;
os mais importantes nos estudos dos solos são: B (boro), Co (cobalto), Cu
(cobre), Mn (manganês), Mo (molibdênio), S (enxofre), Se (selênio), Zn (zinco),
etc; algumas vezes o termo microelementos é impropriamente utilizado como
sinônimo de micronutriente.
microestrutura
Estrutura com heterogeneidades perceptíveis apenas ao microscópio. (Metalurgia)
microfanerófita
Categoria de vegetais fanerófitos que compreende as árvores de até 18 m de
altura (Mimosa hostilis, Capparis flexuosa, Dalbergia variabilis,
Luetzelburgia auriculata, etc).
microinjeção
Técnica para introduzir uma solução de DNA em um blastocisto utilizando-se uma
pipeta microcapilar. (Melhoramento Genético)
micrólito
Cristal incipiente, extremamente diminuto, mostrando birrefringência.
micromaré
Maré que apresenta amplitude inferior a 2 m.
micromorfologia do
solo Estudo
microscópico das características morfológicas do solo com auxílio de
instrumentos óticos, se constituindo numa extensão das observações e descrições
do perfil do solo.
micronutriente
Nutriente essencial ao desenvolvimento dos vegetais, usualmente encontrado em
quantidade relativamente pequena na massa seca das plantas; são os seguintes:
boro, cloro, cobre, ferro, manganês, molibidênio e zinco.
micrópila
Orifício canicular que se encontra no ápice do óvulo das plantas e é formado
pela abertura dos tegumentos, e pela qual penetra o tubo polímico para efetuar
a fecundação. (Botânica) .
microplaca
Bloco crustal-litosférico, que possui dimensões reduzidas com relação às placas
tectônicas principais, e caracterizado por apresentar uma dinâmica própria em
relação às regiões circunvizinhas, em um determinado período de tempo
geológico.
microporos Poros do solo que devido ao seu pequeno
diâmetro podem reter água por capilaridade. (Pedologia)
microporosidade
Pequenos poros, capazes de reter água por capilaridade, permanecendo com água
em uma amostra de solo que, após saturação, foi submetida a uma tensão
equivalente a 60 cm de coluna de água; porosidade capilar. (Pedologia)
microrelevo
Diferença locais em topografia de pequena escala, incluindo montículos,
pequenas elevações arredondadas ou buracos que tem usualmente 1 m em diâmetro e
com diferenças de elevação de até 2 m; diferenças em topografia, alterada por
operações de cultivo, geralmente sobre uma área de cerca de 1 cm2 com
diferença de elevação de uns poucos centímetros ou menos. Ver gilgai.
(Pedologia)
migração
Movimento de indivíduos de uma população a outra, podendo alterar as frequências
alélicas da nova população. (Melhoramento Genético).
migração
Movimentos de indivíduos ou grupos, de um local de residência para outro, com
intenção de aí permanecerem durante um certo período de tempo. Ver migrações
internas, migrações externas, emigração e imigração (Socioeconomia)
migrações externas Movimentos
de indivíduos ou grupos que saem para o estrangeiro; emigração. (Socioeconomia)
migrações internas Movimentos
de indivíduos ou grupos, de um local de residência para outro, dentro do mesmo
país. (Socioeconomia)
migrações sociais Ver
migração. (Socioeconomia)
milha náutica Medida
de distância cuja unidade é de 1.852 m.
mimetismo
Propriedade de alguns seres vivos de imitar o meio ambiente em que vivem, de
modo a passarem despercebidos. Ver camuflagem.
mina Jazida mineral em lavra, ainda que
suspensa.
minerais facilmente intemperizáveis São minerais primários, pouco ou medianamente
resistentes a decomposição, tais como: olivinas, feldspatos, hornblendas e
piroxênios, que são instáveis em relação a outros, como quartzo e zircônio.
minerais primários São
minerais que foram formados em rochas no interior da crosta terrestre sob altas
pressões e temperaturas; são geralmente instáveis nas condições reinantes na
superfície da Terra; mais cedo ou mais tarde, eles acabam sendo decompostos
podendo liberar nutrientes para as plantas. Ver minerais secundários.
minerais secundários Minerais
resultantes da decomposição parcial de um outro mineral, tendo estrutura
essencialmente herdada ou formada a partir dos produtos de solubilização de
outros minerais.
mineral
Elemento ou composto químico de ocorrência natural formado como produto de
processos inorgânicos.
mineral acessório Mineral
que está presente em quantidade suficiente para assegurar sua inclusão agregada
ao nome da rocha.
mineral alterável Mineral
instável em clima úmido, em comparação com outros minerais, tais como quartzo e
argilas do grupo das caulinitas, e que, quando se intemperizam, liberam
nutrientes para as plantas e ferro ou alumínio.
mineral diamagnético Mineral
que é repelido ao longo das linhas de força de um campo magnético para pontos
onde o campo é de menor intensidade; mineral não - condutor.
mineral dielétrico Mineral
que demanda longo tempo para o escoamento ou arranjo das cargas recebidas ou
induzidas.
mineral essencial Mineral
cuja presença é indispensável para atribuir o nome a uma determinada rocha.
mineral ferromagnético Mineral que apresenta elevado paramagnetismo; a
característica usualmente considerada para caracterizar o ferromagnetismo é a
retenção do magnetismo após o mineral ser retirado do campo; esta propriedade
de magnetismo residual é conhecida como magnetismo remanescente, sendo que dela
são originados os ímãs permanentes.
mineral insaturado Mineral
que nunca, ou só excepcionalmente, está associado com o quartzo nas rochas
ígneas, pois é instável nas condições magmáticas quando o ácido silícico está
presente.
mineral isotrópico Mineral
no qual os raios de luz se propagam com a mesma velocidade em todas as
direções, de modo que possui apenas um índice de refração.
mineral magnético Mineral
que é atraído ao longo das linhas de força de um campo magnético para pontos
onde o campo apresenta maior intensidade; mineral paramagnético
mineral não-condutor Ver
mineral dielétrico.
mineral paramagnético Ver mineral magnético.
mineral reversível Mineral
que apresenta instabilidade de comportamento, agindo ora como condutor, ora
como não-condutor, em função da polaridade do eletrodo.
mineral reversível negativo Mineral que aparentemente desenvolve apenas carga
induzida negativa.
mineral reversível positivo Mineral que aparentemente desenvolve apenas carga
induzida positiva.
mineral saturado Mineral
que se desenvolve na presença de um excesso de sílica.
mineral sinantético Mineral
que ocorre no contato entre dois minerais, sendo as bordas que circundam os
minerais denominadas de bordas quelifíticas, ou coroas de reação.
mineral-índice Mineral
neo-formado que aparece durante o metamorfismo de sedimentos pelíticos (argilas
e folhelhos), em uma sequência definida, segundo o aumento do grau metamórfico;
em muitos terrenos metamórficos, a seguinte sucessão de minerais-índices pode
ser observada com o aumento do grau metamórfico: clorita, biotita, granada,
almandina, cianita, estaurolita e silimanita.
mineralização
Conversão de um elemento sob uma forma orgânica para um estado inorgânico, como
resultado de decomposição microbiana.
mineral-minério Mineral
do qual pode ser extraído economicamente um ou mais metais.
mineralogia
Ciência que estuda o modo de formação, as propriedades, a ocorrência, as
transformações e a utilização dos minerais.
mineralogia do solo Subespecialização
da ciência do solo que trata dos materias inorgânicos encontrados na crosta
terrestre, e que compõem o regolito, sob o ponto de vista mineralógico.
minério
Agregado natural de mineral-minério e ganga que, no atual estágio da
tecnologia, pode ser normalmente utilizado para a extração econômica de um ou
mais metais; mineral comercialmente explorável no estado puro ou como fonte de
outro elemento
minério de ferro pelotizado Material obtido por aglomeração e queima do minério
de ferro, com o objetivo de lhe conferir características de granulometria e
resistência compatíveis à sua utilização.
minhocoçu
Nome popular dos anelídeos, poliquetos terrestres da família dos Glossoscolecídeos,
gênero Megascolex, que têm até dois metros de comprimento; vivem,
em geral, nas baixadas de solos férteis, produzindo enormes dejeções.
minuano
Vento frio e seco que sopra no sentido sul-oeste no Rio Grande do Sul; geralmente
tem duração de três dias, durante o inverno.
mioceno
Época do período cenozóico que se caracteriza pelo aparecimento de indivíduos
semelhantes ao homem moderno.
miopatia
Qualquer doença muscular. (Medicina)
mirauba Árvore com até 15 m de altura (Mouriri trunciflora),
cujo fruto é uma baga volumosa, lembrando o abacate, de polpa sucosa com sabor
e cheiro agradáveis; é planta nativa do Pará, região do rio Capim e baixo
Amazonas, podendo ser encontrada em Roraima; frutifica entre agosto e dezembro.
miriápodes
Classe da artrópodes cuja denominação provém do elevado número de pés,
mostrando corpo alongado e fino, dividido em duas partes: cabeça e tronco; a
cabeça apresenta um par de antenas e os somitos do tronco, um ou dois pares de
pernas cada um.
miriti ou buriti
Palmeira robusta (Mauritia flexuosa), com frutos do tipo
drupa globosa, epicarpo formados de escamas rombóides, córneas, de cor
castanho-avermelhada e lustrosas; a parte comestível é uma massa amarelada ou
alaranjada; endocarpo esponjoso e semente dura; é planta nativa da Amazônia e
de muita utilidade para s populações interioranas.
mirmecobromo
Planta que fornece alimentação para as formigas.
mirmecófita
Planta que possui adaptações que permitem o abrigo das formigas.
mirmequita
Intercrescimento que se caracteriza pela presença de massas de quartzo
diminutas, sob a forma de vermes ou dedos inclusos no plagioclásio sódico,
usualmente o oligoclásio, em zonas de contato entre o feldspato alcalino e o
plagioclásio, crescendo no plagioclásio em forma de couve-flor.
mirtácea
Família a qual pertence o eucalipto; há aproximadamente 3.000 espécies, com
ocorrência em países quentes.
mispíquel
Ver arsenopirita
mitose
Processo de divisão celular responsável pelo aumento do número de células nos
tecidos somáticos; caracteriza-se pela produção de células filhas idênticas à
célula mãe. (Genética)
mixotrófico
Denominação utilizada para seres que possuem diversos tipos de nutrição,
como ocorre geralmente , com alguns vegetais e animais unicelulares
moagem
Processo de cominuição no qual o material é fragmentado entre duas superfícies
móveis que não possuem entre si qualquer dependência.
moagem a seco Moagem
sem adição de água, sendo que a expressão a seco, geralmente se refere ao
mineral que contém umidade insuficiente para agregar as suas partículas e que
não sofreu adição de água.
moagem a úmido Moagem
em que é adicionada ao mineral uma quantidade de água necessária para que a
polpa adquira a adequada fluidez para poder ser manipulada com mais facilidade,
especialmente no que se refere a sua passagem através do moinho.
moagem autógena Moagem
em que é usado o granulado do próprio minério como elemento moedor.
mobile core Porção
central de um cinturão móvel. (Geologia)
mobilidade geoquímica Maior ou menor facilidade com que um elemento
químico se move em um meio natural específico. (Geoquímica)
mobilismo
Crença fundamentada na concepção de que a Terra é constituída por placas
rígidas que se movem sobre a astenosfera; base da teoria dita da tectônica de
placas. (Geologia)
modelado
Grupamento de formas de relevo que apresentam similitude de definição
geométrica em função de uma gênese comum e da generalização dos processos
morfogenéticos atuantes; aspecto do relevo, resultante do trabalho realizado
pelos agentes erosivos. (Geomorfologia)
modelagem
Elaboração de um modelo matemático, que por sua vez é uma representação
matemática de um fenômeno físico humano, etc., feita para que se possa melhor
estudar o original.
modelo Airy Modelo que considera ter a crosta da Terra
densidade constante, e que as variações topográficas são compensadas
proporcionalmente na base da crosta (profundidade de compensação), criando
feições tais como raiz para compensar montanhas, ou anti-raiz para depressões.
modelo digital do erreno - DTM Representação digital da superfície terrestre,
através de uma malha de elevação ou lista de coordenadas tridimensionais; Digital
Terrain Model.
modelo Pratt Modelo que considera que as densidades
laterais da crosta terrestre e da subcrosta são variáveis, sendo porém
constante a profundidade de compensação; assim, as regiões elevadas devem ter
densidade crustal menor do que as regiões baixas.
modelo sanduíche Designação
aplicada para indicar o arranjo da litosfera, em que a porção dúctil, a crosta
inferior, está situada entre duas porções rígidas, a crosta superior e o manto
superior. (Geologia)
modelos numéricos São
formalizados por meio de expressões matemáticas e lógicas; que servem para
modelar a superfície do terreno. (Cartografia)
módulo de Bulk - K Mede a
resposta elástica à pressão hidrostática, p; K=V.(dp/dV), onde V é o
volume; para sólidos isotrópicos está relacionado ao módulo de Young.
módulo de elasticidade É o quociente entre a tensão aplicada e a
deformação elástica resultante; está relacionado com a rigidez do material; o
módulo de elasticidade resultante de tração ou compressão é expresso em MPa;
módulo de Young
módulo de Young Ver
módulo de elasticidade.
moela
Estômago mecânico das aves; situa-se entre o estômago químico (proventrículo) e
o duodeno, sendo o responsável pela trituração do alimento; sua posição na
cavidade abdominal corresponde ao centro da gravidade da ave; é mais
desenvolvida nas aves que se alimentam de sementes e artrópodes. (Zoologia)
mofeta
Exalação fria, com temperatura por volta de 400 C, de gases
vulcânicos, contendo CO2.
mogno É uma espécie, (Swetenia macrophylla),
cuja madeira é muito indicada para a fabricação de móveis; tem uma alta
resistência ao ataque de cupins mas, baixa durabilidade quando em contato com o
solo e a umidade; a casca é adstringente, indicada contra a diarréia; no sul do
Pará, área de maior incidência, a exploração foi tão intensiva que está em
processo de extinção.
molassa
Denominação adotada para sedimentos clásticos de depressões orogênicas internas
ou marginais, formadas pela elevação rápida do núcleo orogênico e abaixamento
das depressões; formam-se assim espessas camadas de sedimentos clásticos
grosseiros, arenitos continentais com estratificação cruzada, marcas de onda e
sedimentos de água doce, seguida de grande espessura de areias avermelhadas,
folhelhos e evaporitos; mais além, sedimentos tanto mais finos quanto mais
afastados da cadeia central.
molde de drenagem Canalículo
dendriforme formado pelo escoamento de pequena quantidade de água, que se
espalha como um lençol em um fundo relativamente plano.
molécula Menor partícula na qual um composto
pode ser dividido mantendo as suas propriedades.
molhe
Denominação aplicada para indicar uma estrutura de terra, blocos de rocha
ou outro tipo de material, geralmente revestida e ligada ao continente e que
pode desempenhar o papel de um quebra-mar ou atracadouro.
molinete hidrométrico Instrumento utilizado para medir a velocidade de
uma corrente em um determinado ponto , através da contagem do número de
revoluções das conchas ou da hélice contra as quais a corrente incide.
moluscos Animais de corpo mole, simetria
bilateral, com exceção dos Gastrópodas, não segmentados, cobertos
por um delgado manto, que na grande maioria das formas segrega uma concha
calcária formada por aragonita ou calcita; estão presentes desde o Cambriano
até os dias de hoje, ocorrendo em ambiente marinho, de água doce, salobra e até
mesmo em terra firme; pertencem ao filo Mollusca; muitos
representantes deste grupo apresentam uma concha calcárea que protege o corpo
do animal (ex: caracol, caramujo e ostra); outros possuem uma concha interna
(lula) ou são desprovidos dela (polvo e lesma). (Zoologia)
momme
Unidade de peso utilizada para pérolas cultivadas e equivalente a 3,75 g.
mônade Unidade isolada de uma tétrade. (Palinologia)
monadnock Elevação residual de pequenas
dimensões, constituída de rochas mais resistentes ao intemperismo e aos
processos de denudação do que aquelas que as rodeiam.
monandro
Que tem flores dotadas de um só estame. (Botânica)
monazita
Mineral que cristaliza no sistema monoclínico, classe prismática, com
composição (Ce, La, Y, Th)PO4, coloração castanho-amarelada a
avermelhada, translúcida e brilho resinoso.
monção
Vento de circulação geral da atmosfera caracterizado pela persistência
estacional de uma dada direção do vento e pela variação marcante dessa direção
de uma estação para outra, em função das diferenças térmicas entre áreas de
terra e água o que provoca mudanças na localização dos centros de alta e baixa
pressão; são ventos que seguidamente sopram para a costa durante o verão e para
o alto mar durante o inverno. (Meteorologia)
monda
Tipo de poda referido apenas ao corte das plantas secas, velhas , doentes ou
fracas.
mondongo
Denominação aplicada a um terreno baixo, paludoso e que se apresenta em geral
coberto por plantas silvestres.
monitoramento ambiental Acompanhamento periódico através de observações
sistemáticas de um atributo ambiental, de um problema ou situação através da
quantificação das variáveis que o caracterizam; o monitoramento determina os
desvios entre normas preestabelecidas (referenciais) e as variáveis medidas.
monoclina Espécie que apresenta flores
hermafroditas, ou seja, ambos os sexos contidos no mesmo receptáculo floral.
Ver diclina. (Botânica)
monocultura
Tipo de cultivo agrícola que utiliza uma única espécie; cultura exclusiva de um
produto agrícola; a falta de diversidade de espécies. (Agronomia)
monóica
Vegetal que apresenta flores unissexuais masculinas e femininas na mesma
planta. (Botânica)
monolito de solo Seção
vertical de um perfil, removida de um solo e montado para estudo ou exposição.
(Pedologia)
mononucleotídeos
Cadeias de unidades dos ácidos nucléicos que se compõem de um carboidrato ou
açúcar de cinco átomos de carbono (uma pentose), de estrutura cíclica
pentagonal, ao qual se une por um de seus extremos uma molécula de ácido
fosfórico e, por outro, a uma base nitrogenada também de estrutura fechada,
seja púrica (que tem dois anéis com vários átomos de nitrogênio unidos ao
esqueleto carbonado), seja pirimidínica (que consta de um só anel hexagonal no
qual se inserem átomos de nitrogênio, oxigênio e, em alguns casos, um radical
metila, -CH3).
monopodial
Uma forma de crescimento no qual existe um único caule que continua a crescer
de seu vértice ano após ano. (Botânica)
monopólio
Privilégio que possui um indivíduo, um conjunto de indivíduos ou o Estado, e de
que são excluídos todos os outros; forma de economia em que um só vendedor
enfrenta vários compradores; como não há concorrência, num monopólio o vendedor
estabelece os preços à sua vontade. (Economia)
monossacarídeos
Denominação genérica aplicada a todos as açúcares que não de hidrolisam.
monossialitização
Individualização da caulinita no meio natural sob condições de drenagem livre
nas zonas intertropicais.
monotremado Esporos ou grãos de pólen que apresentam uma
única abertura. (Palinologia)
montanha
Elevação que apresenta encostas íngrimes, com declividade maior do que 15% e
altitudes superiores a 300 m e constituída por um agrupamento de morros.
(Geomorfologia)
montante Rio acima.
montmorilonita
Argilomineral dioctaedral do grupo da esmectita em que o Mg substitui
parcialmente o Al na folha hidróxido octaédrica.
monumento topográfico Ponto do terreno materializado ou monumentado por
um objetivo de concreto em cuja extremidade encontra-se um disco metálico,
gravado com informações sobre o ponto em questão; marco topográfico.
(Topografia)
moratória
Prorrogação do prazo concedido para pagamento de uma dívida, obtida em acordo
entre o devedor e o credor; na economia internacional, o significado é um pouco
diferente: uma declaração unilateral feita por um país, afirmando que não
pagará uma dívida no prazo estipulado; é uma medida extrema, que pode causar
graves prejuízos futuros ao país, porque, depois da moratória, as instituições
financeiras deixam de emprestar dinheiro ao governo que a decretou, ou o fazem
apenas mediante a cobrança de juros mais altos. (Economia)
morbidade
Capacidade de causar danos. (Medicina)
morena
Denominação aplicada à carga sedimentar transportada por uma geleira, e
qualificada após sua deposição de acordo com a posição ocupada na geleira, como
morena lateral, mediana, interna, basal e terminal.
morfina Alcalóide do ópio, branco, cristalino, de
fórmula C17H19O3N, poderoso sedativo e
anestésico.
morfoestrutura
Feição em que a forma de relevo e a drenagem estão estreitamente relacionados à
estrutura geológica, seja ela de caráter dobrado, falhado ou lineagênico,
podendo apresentar feição positiva ou negativa, ou ainda estar à superfície ou
então inumada por espessa sequência sedimentar. (Geomorfologia)
morfologia do solo Constituição física, particularmente as
propriedades estruturais, de um perfil de solo, como exibido pelos tipos,
espessura e arranjamento dos horizontes no perfil e pela textura, estrutura,
consistência e porosidade de cada horizonte. (Pedologia)
morfologia urbana Refere-se à forma caracterizada pela disposição num
território, dos elementos que compõem a estrutura física de um assentamento
urbano.
morototó (Schefflera morototoni)
Árvore da família Araliaceae, de porte médio, fuste retilíneo,
muitas vezes tortuosos, com diâmetro superior a 50 cm, casca lisa esbranquiçada
liquênica, com 1,0 cm de espessura; madeira moderadamente pesada; lenho
entrelaçado de cinzento e creme-claro; grã direita a oblíqua; textura média;
cheiro e gosto indistintos.
morro
Elevação que apresenta encostas suaves, com declividade menor do que 15%, e
altitudes que variam entre 100 e 300 m. (Geomorfologia)
morro testemunho Colina
de topo plano, situada diante de uma escarpa de cuesta, mantida
pela camada resistente; representa um fragmento do reverso, sendo, portanto, um
testemunho da antiga posição da cuesta antes do recuo do front. (Geomorfologia)
morrote
Elevação que apresenta encostas íngrimes , com declividade maior do que 15% e
altitudes superiores a 100 m. (Geomorfologia)
morte catastrófica
Mortalidade em massa que ocorre em um curto intervalo de tempo, e que propicia
farto material aos processos de fossilização.
mosaico
Conjunto de fotografias aéreas, superpostas, recortadas artisticamente e
montadas pelos detalhes comuns; permite uma visão contínua da superfície
fotografada. Ver fotomosaico. (Fotogrametria)
mosaico controlado Mosaico
que é obtido através da união de imagens ou de fotografias aéreas com base em
pontos de controle no terreno e triangulação radial, de modo a reduzir ao
mínimo as distorções inerentes ao imagiamento. (Fotogrametria)
mosaico não controlado Mosaico que é obtido através da união de imagens ou
de fotografias aéreas não corrigidas, agrupadas sem controle de terreno ou
correção relativa à orientação. (Fotogrametria)
moscardos
Inseto díptero, Pantophthalmus pictus, da famíla
dos Pantoftalmídeos, que apresentam grandes dimensões e brocam a
madeira para criar suas larvas; atacam a casuarina e outras plantas.
(Entomologia)
mosqueado
Pontos ou manchas de cor ou tonalidade diferente, entremeadas com a cor
dominante da matriz de um horizonte do solo; pode ocorrer em vários horizontes
ou camadas de solo, especialmente em zonas de flutuação do lençol freático
(drenagem imperfeita), podendo ser também decorrente de variações no material
de origem. (Pedologia).
mosqueamento
Formação ou presença de mosqueados no solo. (Pedologia)
mosquito-do-mangue Ver maruim.
(Entomologia)
mosquito-palha Ver
maruim. (Entomologia)
mosquito-pólvora Ver
maruim. (Entomologia)
movimento de massa Movimento
que envolve uma massa ou volume de solo ou rocha que se desloca em conjunto;
difere da erosão por ser este um fenômeno que ocorre grão a grão.
movimento tectônico Deslocamento
de massa originado por forças induzidas pela dinâmica interna do planeta que
impõe tensão aos maciços rochosos. (Geologia)
mucajá ou macaúba
Palmeira coberta de espinhos finos (Acrocomia sclerocarpa),
com frutos tipo drupa, casca lisa de cor amarelo-esverdeada, delgada, rígida,
coriácea; mesocarpo comestível de cor amarelada, fibro-mucilaginosa; caroço
pardo-escuro, pétreo, encerrando uma amêndoa com endosperma branco e duro;
frutos estão maduros na segunda metade do ano.
mucilagem Um tipo de alimento a base de fibra.
muck
Material orgânico altamente decomposto, no qual as partes da planta não são
reconhecíveis; contém mais matéria mineral e é usualmente mais escuro que
o peat.
mucosa gástrica Pele que recobre a parede interna do estômago é
dividida em mucosa antral, cárdica e fúndica. (Medicina)
mucosa intestinal Pele especializada do intestino delgado que
tem papel de absorver todos os nutrientes. (Medicina)
muçuã Réptil da Amazônia, ilha do Marajó, ordem dos
quelônios, da família dos cinosternídeos (Cinosternon scorpioides),
que pode medir até 30 cm de comprimento; o casquinho-de-muçuã é um prato típico
da culinária paraense.
muçum (Symbranchus marmoratus)
Peixe que tem o corpo alongado parecendo uma cobra e possui a característica
curiosa da reversão sexual; nasce com as características dos dois sexos, mas a
fêmea se transforma em macho depois de passar pelo primeiro período
reprodutivo; é um peixe resistente: quando a água diminui, cava um túnel e fica
esperando pelas chuvas.
mud flow Deslocamento rápido
encosta abaixo, devido a chuvas pesadas, de material superficial de granulação
fina, em áreas com pouca vegetação, típicas de regiões semi-áridas e áridas; os
de origem vulcânica são conhecidos como lahars.
muda
Processo de substituição da plumagem de uma ave; as penas, sendo estruturas
mortas, sofrem desgaste e são substituídas anualmente; na maioria das espécies
tal substituição é gradual, principalmente a das penas de vôo; em grande número
de aves ocorrem duas mudas anuais: uma antes e outra após a reprodução; durante
o desenvolvimento pós-natal a ave passa de uma plumagem de recém-nascido para a
juvenil e, posteriormente, para a de adulto, através do processo de muda.
(Zoologia)
mudança textural abrupta Consiste no considerável aumento do conteúdo de
argila dentro de uma pequena distância na zona de transição entre o horizonte A
e o horizonte B do solo. (Pedologia)
muiraquitã
Artefato em nefrita, em forma de sapo, tartaruga ou serpente, encontado no
Baixo Amazonas e usado como amuleto; pedra-verde, pedra-das-amazonas.
muito arenosa Textura
do solo cuja composição granulométrica apresenta mais de 70% de areia.
(Pedologia)
muito argilosa Textura
do solo cuja composição granulométrica apresenta mais de 60% de argila.
(Pedologia)
mulch Cobertura morta, constituída de uma camada
natural ou artificial representada por resíduos de plantas ou outro material,
que é colocada na superfície da terra para proteção do solo e das raízes das
plantas para proteção contra os efeitos das chuvas e do vento, retendo a
umidade e reduzindo a insolação e a erosão. (Agronomia)
multidiciplinar É a característica que se atribui a um
tema, objeto ou abordagem para cuja exposição concorrem duas ou mais
disciplinas.
multimídia
É a tecnologia que integra, no computador, dois ou mais meios diferentes, como
textos, gráficos, animação, som e vídeo; visa tornar mais atraente a veiculação
de informação e facilitar o acesso a grandes volumes de dados; permite ao
usuário romper o processo de leitura sequencial, como o dos livros, e criar seu
próprio caminho de consulta.
mungubarana ou munguba
Árvore (Pachira aquatica), cuja madeira pode ser utilizada
na fabricação de caixotes, molduras, fósforo e para a fabricação de papel; a
casca fibrosa é utilizada na confecção de cordas; por sua resistência e beleza
é muito utilizada em arborização urbana.
Munssel
Ver sistema Munsell de cores, carta de cores, cor do solo. (Pedologia)
muro Aresta que separa os lúmens em um retículo
normal. (Palinologia)
muro Superfície limitante de uma jazida, situada
entre o corpo mineralizado e a lapa. (Mineração)
muro de arrimo Construção
usada na contenção de terras e de pedras de encostas; muro de contenção.
(Engenharia Civil).
murundus Formações naturais de configuração
aproximadamente cônica, apresentando dimensões bastante variáveis, em geral na
ordem de 3 a 15 m de diâmetro, à base, por uma altura que raramente excede a 3
m, constituindo grupamentos específicos que caracterizam um microrrelevo
peculiar.
musgo
Vegetal geralmente de tamanho reduzido, desprovido de tubos condutores de seiva
e, portanto, depende de ambiente úmido para seu crescimento e reprodução;
pertence à Divisão Bryophyta.
mutação
Variação herdável imprevista em um gene ou no número e estrutura cromossômica;
as mudanças no material genético dividem-se em duas categorias: mutação
cromossômica e mutação gênica; tipo de erro que ocorre na replicação do ácido
desoxirribonucléico originando um novo ADN com um ou mais nucleotídeos
trocados; um erro deste tipo, pode acontecer em qualquer área do ADN. (Genética)
mutação cromossômica Mutação
do tipo aberração cromossômica, que afeta a estrutura e o número de cromossomos
ou o número dos genes num cromossomo; exemplos de mutação cromossômica são a
deleção, a duplicação, a inversão, a translocação, a aneuplodia e a euploidia.
(Genética)
mutação genética Alteração no padrão genético de um ser vivo; uma
mutação genética pode ou não apresentar efeitos sobre o fenótipo; pode
concorrer para a evolução ou para a involução da espécie; processo responsável
pela produção de novos alelos através da alteração na sequência de bases do
ADN. Ver recombinação genética.
mutação gênica Ver mutação genética.
(Genética)
mutação reversa Mutação
no alelo mutante reconstituindo o alelo original. (Genética)
mutualismo
Associação interespecífica harmônica em que duas espécies envolvidas ajudam-se
mutuamente. (Biologia)
mutucas Ver tabanídeos.
(Entomologia)
mutum-cavalo (Mitu mitu)
Aves que vivem em pequenos grupos mas na época reprodutiva, cada macho
conquista sua fêmea defendendo ferozmente seu território; tem uma carne com
excelente paladar, comparável a do peru doméstico; a espécie está ameaçada
tanto pela caça ilegal quanto pela destruição de seu habitat.
mututi É uma árvore (Pterocarpus oficinales),
cuja madeira branca e mole é boa para a construção naval; o
mututi-de-terra-firme tem uma madeira que fornece boa pasta de papel com 44% de
rendimento em celulose.
mututurana Ver amaparana
mytilus Bivalve que apresenta a camada externa
(camada prismática) da concha constituída de calcita e a interna (camada
nacarada) de aragonita, constituindo-se em exceção no grupo dos bivalves, cuja
concha constitui-se normalmente só de um desses dois minerais.
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