
É verdade que o coronavírus não tem predileção por rico ou
por pobre, mas se dissemina com mais intensidade pelas populações carentes e necessitadas.
Evidentemente, não será possível reduzir a desigualdade estrutural da noite
para o dia.
É verdade que a estratégia mundial para enfrentar a pandemia
objetiva reduzir a velocidade de contágio e fazer com que os doentes procurem
os serviços de saúde em pequenos grupos e não de maneira avassaladora. No entanto
os procedimentos indicados não podem ser aplicados pelas populações mais
pobres.
É verdade que pessoas em situação de rua ou vivendo em
moradias precárias, estão à mercê da
sorte. Assim, não faz sentido a recomendação de lavar as mãos porque não têm
acesso nem à água limpa. Em contrapartida os ricos podem se isolar e pedir
comida por aplicativo, que será trazida pelos mais vulneráveis.
É verdade que
trabalhadores mais pobres, como empregadas domésticas, porteiros, motoristas,
faxineiros, entregadores, etc. não têm condições para cumprir uma quarentena,
pois precisam trabalhar para sustentar a família.
É verdade que os
primeiros infectados brasileiros que contraíram a doença no exterior eram
pessoas com posses o que permitiu que procurassem por bons hospitais como o
Albert Einstein e o Sírio-Libanês, em São Paulo. O grande impacto vem quando o
vírus atinge a população que não tem dinheiro nem para comer.
É verdade que nesta
pandemia existe um processo desinformativo perverso onde uma multidão espalha
boatos em tempo real contribuindo para que a população fique em pânico, histérica
e mentalmente perturbada.
É verdade que
existem pessoas que vivem em condições sanitárias precárias e não possuem
condições de moradia para fazer o isolamento preventivo mesmo quando houver
casos na própria família. Muitas vezes não têm acesso a produtos de higiene,
material de limpeza e dormem na mesma cama. Em tais condições o processo de
disseminação do vírus é potencializado.
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Verdades verdadeiras
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