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Especialista em solos com pós-graduação em avaliação de impacto ambiental. No Projeto Jarí (1969) executei reflorestamento na Amazônia. Entre 1974-1986 no Projeto RADAM participei dos levantamentos de solos e mapeamentos integrados dos recursos naturais em todo o Brasil. Em 1982 para a OEA–Organização dos Estados Americanos participei do EDIBAP–Estudos de Desenvolvimento Integrado da Bacia do Alto Paraguai. A partir de 1986 fui consultor para licenciamentos ambientais. No período 1997-2004 no SIVAM–Sistema de Vigilância da Amazônia, participei da atualização de mapeamentos temáticos da Amazônia Legal, para uso no SIPAM–Sistema de Proteção da Amazônia. Em 2005, voltei a exercer atividades de consultoria e nos últimos anos atuo com ênfase no licenciamento de diversos empreendimentos, mormente aqueles ligados à infraestrutura dos setores energético, portuário, rodoviário, hidroviário, industrial, urbano e rural, dentre outros.

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terça-feira, 28 de abril de 2020

PANDEMIA 2020 – SPOTS DE VERDADES 02


É verdade que nessa crise global que vivemos temos uma oportunidade única de repensar radicalmente nossas práticas e modos de estar no mundo, quando mais do que nunca o indivíduo como categoria não dá conta dos seres sociais que somos. (Daniel Teixeira)

É verdade que essa epidemia vai passar, mas não vai ser a última. Muitos morrerão, não há dúvida. E os que ficarão bebem dessa oportunidade de refletir sobre a impermanência e a não substancialidade do ser humano. É uma pandemia que nos ajuda a entender a nossa limitação e a precariedade de qualquer posição que defenda arrogâncias, excepcionalismos e autossuficiências. Ninguém é e nem poderá ser autossuficiente. (Faustino Teixeira)

É verdade que em momentos como os que estamos vivenciando, fica muito mais difícil o exercício de canais legitimadores do campo da plausibilidade do sentido, uma vez que estão fragilizadas as práticas normais destinadas a silenciar dúvidas e prevenir lapsos de convicção. (Peter L. Berger)

É verdade que essa não é a primeira nem será a última pandemia vivida em nosso tempo. Em 1918 a gripe espanhola contaminou 500 milhões de pessoas, ou seja, 27% da população mundial na época matando entre 17 e 50 milhões. Em 1957, a gripe asiática causou alguns milhões de mortes. Em 1968 a gripe de Hong Kong, 2009 a gripe suína, e em 2003 a SARS também causaram muitas mortes. O HIV-Aids a partir de 1981, o Ebola em 2013 e a Zika em 2015 dizimaram multidões. (Glauce Cavalcante)

É verdade que já podemos ter saído da zona de segurança em pelo menos três processos – a taxa da perda da biodiversidade, a interferência humana no ciclo do nitrogênio e as mudanças climáticas, estando perto de outros limites relacionados ao uso da água doce, da mudança no uso da terra e a acidificação dos oceanos. (Danowski e V. de Castro)

É verdade que por um lado, há a esperança de que este seja um momento de redescoberta da intimidade, dos valores primários, do diálogo e da união; por outro lado, a família pode se tornar o local máximo da intolerância, o ambiente onde descarregar a raiva, lançar acusações mútuas. Não vamos esconder que a situação é muito difícil. (Bruno Latour)

É verdade que a irradiação do coronavírus traz o risco crescente da xenofobia com o medo do estrangeiro que impulsiona a erigir barreiras e muros, do medo de tudo que vem de fora, e que obriga as pessoas a fecharem-se em seus nichos, a imunizar-se e proteger-se. (Donatella di Cesare)
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